Neste domingo, Luiz Felipe Scolari revelou a vontade de comandar alguma seleção na Copa de 2014, no Brasil. Em entrevista coletiva na sede de uma televisão sul-africana em Joanesburgo, onde trabalha como comentarista durante o Mundial, Felipão disse não ter preferência por qualquer time, mas guardar um carinho especial pela seleção brasileira.
Espero estar dirigindo alguma seleção em 2014. Pode ser a brasileira, onde o trabalho vai bem, a gente sempre pensa em voltar. Eu quis voltar para o Palmeiras, quero um dia passar no Grêmio antes de encerrar a carreira, e, claro que eu gostaria de voltar à seleção. Quem sabe até encerrar a minha carreira na Copa de 2014 – revelou Scolari.
Está tudo definido, incluindo valores. Está 99% certo o meu retorno, mas faltam detalhes que o meu advogado vai acertar com o clube, como formas de pagamento. Porque, no Brasil, se você chama muita a atenção, as entidades brasileiras, o governo querem te taxar de todas as formas - disse o treinador e agora comentarista.
Luiz Felipe Scolari está trabalhando para a principal rede de televisão de esportes da África do Sul analisando jogos da Copa do Mundo. Ele aproveitou a entrevista coletiva, para dar os primeiros pitacos.
Nos primeiros jogos da Copa do Mundo, os técnicos pensam mais no resultado para passar para próxima fase. Na segunda fase veremos jogos mais atraentes, com mais ousadia. Primeira fase é isso mesmo. Está tudo nivelado, não destaco ninguém. Argentina está bem, mas até agora não foi atacada. Quero ver como ela vai reagir quando for atacada - afirmou Scolari.
Felipão comandou a seleção brasileira entre 2001 e 2002 conquistou o pentacampeonato mundial na Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão. Ele ainda dirigiu Portugal entre 2003 a 2008, conquistando o vice-campeonato na Eurocopa 2004 e o 4ºlugar na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, seguindo para o Chelsea, da Inglaterra depois. No Brasil, ele trabalhou no Grêmio, no Palmeiras e no Cruzeiro, tendo conquistado a Libertadores pelos dois primeiros, em 95 e 99 respectivamente. No último ano, ele trabalhou no Bunyodkor, do Uzbequistão.
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20 de junho de 2010
31 de maio de 2010
30 de maio de 2010
Passe de Dunga está valorizado
Com certeza foi uma das melhores aplicações do planeta. Quanto valia o técnico Dunga ao assumir a seleção brasileira? Ex-jogador, havia comentado a Copa do Mundo de 2006 para um canal de TV a cabo. Depois, com o fracasso de Parreira e seu quarteto mágico, veio o convite de Ricardo Teixeira. E Dunga aceitou.
Recebe um salário que não condiz com a importância do cargo: R$ 150 mil mensais. Suas ações mais subiram do que caíram. Ganhou Copa América. Perdeu Olimpíada. Mas classificou o Brasil em primeiro lugar nas eliminatórias. E ganhou a Copa das Confederações. Seu passe ficou estratosférico. Virou um técnico top.
Com a ida de José Mourinho para o Real Madrid, Dunga foi citado como um dos possíveis contratados pela Inter de Milão. Disputa vaga com Fábio Capello, treinador da Inglaterra.
Na África, Dunga é visto com muito respeito. Não sai dos noticiários esportivos da televisão e das capas de jornais. Jornalistas italianos e japoneses já assediam o brasileiro. Quanto vale Dunga agora?
O fato de já estar resolvido financeiramente o faz pensar melhor sobre o próximo passo depois do Mundial. Ele sabe que está valorizado. Seu sonho sempre foi trabalhar no futebol italiano como treinador. Poderia fazer como Sebastião Lazaroni e fechar contrato antes da Copa com uma equipe de ponta na Europa – em 1990, o técnico disputou o Mundial já contratado pelo Fiorentina.
Dunga só não toma essa atitude porque está ficando animado com o clima de Copa do Mundo aqui na África. E com o assédio da própria seleção brasileira. Está implícito que, se o Brasil for hexa, ele continuará como técnico da seleção. Ele sabe que é simples assim. Teria um aumento enorme e mais quatro anos de tranquilidade. País-sede da Copa não disputa Eliminatórias.
Ricardo Teixeira não poderia estar mais satisfeito com um técnico. Dunga é tão leal quanto Parreira, mas vai além. Ele é duro, enfrenta a imprensa. Cortou a zona mista de entrevistas, onde os jogadores passavam depois de treinos e jogos para falar com os jornalistas. Os atletas não gostam desse assédio, do contato tão próximo. Dunga resolveu ouvir suas opiniões e não há entrevistas na tal zona mista.
Os jogadores gostaram, o enxergam como um dos raros personagens com coragem para enfrentar os jornalistas. Provavelmente, durante a Copa do Mundo, haverá dias em que o treinamento será inteiro fechado. Por decisão de Dunga, que já deixou o recado à imprensa e à torcida.
- Sou uma pessoa séria e quero que o trabalho seja sério. Que haja respeito a todos. O Brasil tem uma filosofia de trabalho e a está seguindo à risca. O nosso segredo é esse: estamos eu e os meus jogadores trabalhando com alegria. Sem disciplina não pode haver bom futebol. Eu prezo demais o meu trabalho. Sou feliz dirigindo a seleção brasileira.
Pode estar feliz, mas não é nada bobo. Percebe que o assédio sobre ele só cresce. Está muito valorizado fora do Brasil. Mas sabe que tudo pode mudar, dependendo de como for o Brasil no Mundial. Se for mal e for logo eliminado, ele volta a valer muito menos do que hoje. Se ganhar a Copa, seu preço dispara, mas ele está disposto a continuar na seleção se ganhar.
- Meu destino pertence ao doutor Ricardo. Não sei se vai me querer na seleção depois da competição. Meu destino depende dele.
O momento agora é de se concentrar no Mundial e dar um salto ainda maior no mercado. Quem diria...
Recebe um salário que não condiz com a importância do cargo: R$ 150 mil mensais. Suas ações mais subiram do que caíram. Ganhou Copa América. Perdeu Olimpíada. Mas classificou o Brasil em primeiro lugar nas eliminatórias. E ganhou a Copa das Confederações. Seu passe ficou estratosférico. Virou um técnico top.
Com a ida de José Mourinho para o Real Madrid, Dunga foi citado como um dos possíveis contratados pela Inter de Milão. Disputa vaga com Fábio Capello, treinador da Inglaterra.
Na África, Dunga é visto com muito respeito. Não sai dos noticiários esportivos da televisão e das capas de jornais. Jornalistas italianos e japoneses já assediam o brasileiro. Quanto vale Dunga agora?
O fato de já estar resolvido financeiramente o faz pensar melhor sobre o próximo passo depois do Mundial. Ele sabe que está valorizado. Seu sonho sempre foi trabalhar no futebol italiano como treinador. Poderia fazer como Sebastião Lazaroni e fechar contrato antes da Copa com uma equipe de ponta na Europa – em 1990, o técnico disputou o Mundial já contratado pelo Fiorentina.
Dunga só não toma essa atitude porque está ficando animado com o clima de Copa do Mundo aqui na África. E com o assédio da própria seleção brasileira. Está implícito que, se o Brasil for hexa, ele continuará como técnico da seleção. Ele sabe que é simples assim. Teria um aumento enorme e mais quatro anos de tranquilidade. País-sede da Copa não disputa Eliminatórias.
Ricardo Teixeira não poderia estar mais satisfeito com um técnico. Dunga é tão leal quanto Parreira, mas vai além. Ele é duro, enfrenta a imprensa. Cortou a zona mista de entrevistas, onde os jogadores passavam depois de treinos e jogos para falar com os jornalistas. Os atletas não gostam desse assédio, do contato tão próximo. Dunga resolveu ouvir suas opiniões e não há entrevistas na tal zona mista.
Os jogadores gostaram, o enxergam como um dos raros personagens com coragem para enfrentar os jornalistas. Provavelmente, durante a Copa do Mundo, haverá dias em que o treinamento será inteiro fechado. Por decisão de Dunga, que já deixou o recado à imprensa e à torcida.
- Sou uma pessoa séria e quero que o trabalho seja sério. Que haja respeito a todos. O Brasil tem uma filosofia de trabalho e a está seguindo à risca. O nosso segredo é esse: estamos eu e os meus jogadores trabalhando com alegria. Sem disciplina não pode haver bom futebol. Eu prezo demais o meu trabalho. Sou feliz dirigindo a seleção brasileira.
Pode estar feliz, mas não é nada bobo. Percebe que o assédio sobre ele só cresce. Está muito valorizado fora do Brasil. Mas sabe que tudo pode mudar, dependendo de como for o Brasil no Mundial. Se for mal e for logo eliminado, ele volta a valer muito menos do que hoje. Se ganhar a Copa, seu preço dispara, mas ele está disposto a continuar na seleção se ganhar.
- Meu destino pertence ao doutor Ricardo. Não sei se vai me querer na seleção depois da competição. Meu destino depende dele.
O momento agora é de se concentrar no Mundial e dar um salto ainda maior no mercado. Quem diria...
11 de maio de 2010
DUNGA PODE FICAR ATÉ 2014
A notícia muito importante quase escapou pelos dedos de quem acompanhou a coletiva de Dunga.
Aqui, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, o técnico mostrou que suas convicções estão mudadas.
Não em relação à forma conservadora com que montou a Seleção que está indo para a África. Em 2010, nada de Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Mas os três podem estar juntos na próxima Copa, em 2014.
As pessoas que trabalham na CBF comentavam há tempos, mas hoje se confirmou ser verdade.
Dunga foi convencido por Ricardo Teixeira à comandar a Seleção também na Copa do Mundo do Brasil.
Teixeira adorou a postura do treinador.
Fiel ao dirigente e agressivo com a imprensa.
Ainda mais vencedor: conquistou a Copa América, Copa das Confederações e ainda classificou o Brasil em primeiro nas eliminatórias sul-americanas.
Leal, Dunga não chamou para a África jogadores indisciplinados como Adriano e Ronaldinho Gaúcho. Nem cogitou o braço direito de Ronaldo nas farras na Copa da Alemanha, Roberto Carlos. Exatamente como queria Teixeira. Feliz coincidência.
Dunga fará da concentração brasileira na África um bunker, inacessível. Sua ideia é abrir para os jornalistas duas vezes por semana e no final do treinamento, quando será impossível saber qualquer coisa.
Velho sonho de Ricardo Teixeira ter alguém com essa personalidade para enfrentar a imprensa.
Dunga tem motivo de sobra para executar com prazer essa missão.
Ele se sente perseguido desde 1990, quando representou o fracasso de uma geração.
Deu a volta em 1994 e se tornou o capitão de uma Seleção a gritar o maior número de palavrões, mas não bastou.
Por tudo isso recebeu a proposta para ficar até a Copa de 2014. Evidente que depende do resultado que terá na África do Sul.
Se ganhar o título ou fizer uma campanha digna, se manterá no cargo. Por quatro anos comandaria a Seleção Brasileira sem o aborrecimento das Eliminatórias.
Aqui, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, o técnico mostrou que suas convicções estão mudadas.
Não em relação à forma conservadora com que montou a Seleção que está indo para a África. Em 2010, nada de Neymar e Paulo Henrique Ganso.
Mas os três podem estar juntos na próxima Copa, em 2014.
As pessoas que trabalham na CBF comentavam há tempos, mas hoje se confirmou ser verdade.
Dunga foi convencido por Ricardo Teixeira à comandar a Seleção também na Copa do Mundo do Brasil.
Teixeira adorou a postura do treinador.
Fiel ao dirigente e agressivo com a imprensa.
Ainda mais vencedor: conquistou a Copa América, Copa das Confederações e ainda classificou o Brasil em primeiro nas eliminatórias sul-americanas.
Leal, Dunga não chamou para a África jogadores indisciplinados como Adriano e Ronaldinho Gaúcho. Nem cogitou o braço direito de Ronaldo nas farras na Copa da Alemanha, Roberto Carlos. Exatamente como queria Teixeira. Feliz coincidência.
Dunga fará da concentração brasileira na África um bunker, inacessível. Sua ideia é abrir para os jornalistas duas vezes por semana e no final do treinamento, quando será impossível saber qualquer coisa.
Velho sonho de Ricardo Teixeira ter alguém com essa personalidade para enfrentar a imprensa.
Dunga tem motivo de sobra para executar com prazer essa missão.
Ele se sente perseguido desde 1990, quando representou o fracasso de uma geração.
Deu a volta em 1994 e se tornou o capitão de uma Seleção a gritar o maior número de palavrões, mas não bastou.
Por tudo isso recebeu a proposta para ficar até a Copa de 2014. Evidente que depende do resultado que terá na África do Sul.
Se ganhar o título ou fizer uma campanha digna, se manterá no cargo. Por quatro anos comandaria a Seleção Brasileira sem o aborrecimento das Eliminatórias.
3 de maio de 2010
Copa do Brasil está atrasada
O Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 deu prazo até esta segunda-feira, 3 de maio, para que as obras nos estádios a serem utilizados no Mundial começassem. Porém, apenas em metade das sedes há trabalho. O assunto causa muita preocupação na Fifa, que cobra urgência ao Brasil. Nesta segunda, o secretário-geral, Jerome Valcke, fez duras críticas aos preparativos brasileiros para o Mundial de 2014.
Após evento em Joanesburgo no qual a Fifa distribuiu ingressos aos operários que trabalharam na construção dos estádios da Copa da África do Sul, Valcke não poupou palavras para puxar as orelhas do Brasil.
- Recebi alguns relatórios sobre estádios e não está nada bom. É incrível como o Brasil está atrasado, e não estou falando apenas de Morumbi ou Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram, e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo - disse Valcke, em entrevista a jornalistas brasileiros que acompanhavam o evento.
Ironia com o carnaval
O secretário-geral mostrou estar muito por dentro do que acontece no Brasil e usou de certa ironia ao citar o carnaval como um dos obstáculos para o andamento dos preparativos no país.
- O Brasil está há muito tempo querendo uma Copa, mas agora tem que se mexer. Tem de fazer isso pela América do Sul, não só pelo Brasil. A Copa é amanhã de manhã. Este ano há eleições, para tudo. Ano que vem, carnaval, para de novo. É preciso aproveitar o tempo disponível para fazer as coisas.
Ricardo Teixeira também é criticado
Valcke lembrou que Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador 2014, assim como Orlando Silva, ministro do Esporte, estão preocupados. Mas não deixou de criticá-los também.
- Não adianta ficar mandando cartas. Muito pouco coisa foi feita. É hora de agir - disse Valcke, referindo-se ao fato de Ricardo Teixeira ter enviado por escrito sua preocupação com os prazos para cada uma das cidades-sede da Copa de 2014.
Sem chance de o Brasil perder o direito de sediar a Copa 2014
Apesar de nitidamente insatisfeito e preocupado, o secretário-geral da Fifa descartou qualquer hipótese de o Brasil perder o direito de receber a Copa de 2014. Ainda, disse que as 12 cidades-sede devem ser mantidas (a Fifa sempre quis dez, no máximo).
- As pessoas questionaram muito a Copa na África, mas o Brasil está mostrando que é muito difícil fazer uma por lá também. Vocês têm a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas têm de fazer por onde - finalizou.
Após evento em Joanesburgo no qual a Fifa distribuiu ingressos aos operários que trabalharam na construção dos estádios da Copa da África do Sul, Valcke não poupou palavras para puxar as orelhas do Brasil.
- Recebi alguns relatórios sobre estádios e não está nada bom. É incrível como o Brasil está atrasado, e não estou falando apenas de Morumbi ou Maracanã, mas de todos os estádios. Muitos dos prazos já expiraram, e nada aconteceu. O Brasil não está no caminho certo - disse Valcke, em entrevista a jornalistas brasileiros que acompanhavam o evento.
Ironia com o carnaval
O secretário-geral mostrou estar muito por dentro do que acontece no Brasil e usou de certa ironia ao citar o carnaval como um dos obstáculos para o andamento dos preparativos no país.
- O Brasil está há muito tempo querendo uma Copa, mas agora tem que se mexer. Tem de fazer isso pela América do Sul, não só pelo Brasil. A Copa é amanhã de manhã. Este ano há eleições, para tudo. Ano que vem, carnaval, para de novo. É preciso aproveitar o tempo disponível para fazer as coisas.
Ricardo Teixeira também é criticado
Valcke lembrou que Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador 2014, assim como Orlando Silva, ministro do Esporte, estão preocupados. Mas não deixou de criticá-los também.
- Não adianta ficar mandando cartas. Muito pouco coisa foi feita. É hora de agir - disse Valcke, referindo-se ao fato de Ricardo Teixeira ter enviado por escrito sua preocupação com os prazos para cada uma das cidades-sede da Copa de 2014.
Sem chance de o Brasil perder o direito de sediar a Copa 2014
Apesar de nitidamente insatisfeito e preocupado, o secretário-geral da Fifa descartou qualquer hipótese de o Brasil perder o direito de receber a Copa de 2014. Ainda, disse que as 12 cidades-sede devem ser mantidas (a Fifa sempre quis dez, no máximo).
- As pessoas questionaram muito a Copa na África, mas o Brasil está mostrando que é muito difícil fazer uma por lá também. Vocês têm a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas têm de fazer por onde - finalizou.
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