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11 de julho de 2010

ESPANHA OU HOLANDA? FINAL DA COPA ACONTECE HOJE

Na Holanda, muita técnica. Na Espanha, raça de sobra. Essas tendências históricas das equipes finalistas da Copa do Mundo da África do Sul não resultaram em títulos mundiais até agora, de forma que as seleções entrarão em campo na decisão deste domingo, às 15h30 (horário de Brasília), em Johannesburgo, com os papéis invertidos: enquanto a Holanda é um time incansável e aplicado taticamente, a Espanha carrega o toque de bola mais bonito da competição.


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Pela primeira vez desde 1978, a Copa do Mundo terá um campeão novato. Naquela oportunidade, Argentina e Holanda fizeram a final, e os sul-americanos levaram a melhor. Agora, holandeses ou espanhóis se igualarão a Inglaterra e França, que também possuem apenas um título do Mundial.

A Holanda tem um grande peso em suas costas. O time já foi vice-campeão duas vezes e, se ficar novamente com a segunda colocação, será a primeira seleção com três vices e nenhum título. Atualmente, a antiga Tchecoslováquia e a Hungria também possuem duas derrotas em finais.


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Em uma das decepções, em 1974, a Holanda mostrou um futebol revolucionário, chamado de Carrossel Holandês e comandado pelo genial Johan Cruyff. O resultado, no entanto, foi muita tristeza com a vitória da Alemanha Ocidental, por 2 a 1, na decisão.


Em 2010, os holandeses apostam em menos craques históricos e mais em um jogo coletivo e de aplicação tática, organizado pelo técnico Bert van Marwijk e com destaque para o meia Wesley Sneijder e o atacante Arjen Robben. Até agora, a fórmula tem dado certo, pois o time venceu as seis partidas na Copa e pode se igualar às seleções brasileiras de 1970 e 2002, as únicas da história a faturarem o título vencendo todos os confrontos.


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Já a Espanha disputa a final pela primeira vez, mas também tem fantasmas para temer em Johannesburgo. A seleção é considerada uma das grandes amarelonas do futebol mundial, chegando sempre como uma das favoritas mas decepcionando o torcedor. Por isso, o técnico Vicente del Bosque trocou a característica da raça excessiva dos espanhóis pela técnica apurada e o entrosamento.

O toque de bola da equipe é o mais impressionante do Mundial. Jogadores como Xavi, Iniesta e Xabi Alonso fazem a equipe ter grande posse de bola nas partidas. O fato de muitos atletas titulares jogarem em um mesmo clube, o Barcelona, também ajuda.

A Espanha é considerada favorita ao título, devido ao bom futebol e ao título europeu conquistado em 2008. Assim, um resultado negativo seria um desastre para o país, que entre os três maiores centros do futebol mundial é o único que ainda não venceu Copas. A Itália é tetracampeã e a Inglaterra, vencedora em 1966.


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Na Holanda, não há dúvidas quanto à escalação, que será a mesma que vem sendo utilizada na Copa: Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen e Giovanni van Bronckhorst; Mark van Bommel, Nigel de Jong, Wesley Sneijder e Dirk Kuyt; Arjen Robben e Robin van Persie.

Já na Espanha há uma ponta de dúvida quanto ao ataque. Em má fase, o astro Fernando Torres ficou no banco na semifinal contra a Alemanha. O jovem Pedro entrou bem em seu lugar, mas um lance de individualismo extremo no final do jogo, quando perdeu a chance de ampliar o placar, deixou Del Bosque revoltadíssimo.

Para a Espanha, o título vale muito. O tenista Rafael Nadal e o jogador de basquete Pau Gasol estarão no estádio. Quem levantará a taça, Iker Casillas ou Giovanni van Bronckhorst?

6 de julho de 2010

SUL-AMERICANOS CHORAM DERROTA URUGUAIA

A Holanda está na final da Copa do Mundo pela terceira vez. Nesta terça-feira, a equipe repetiu o consistente futebol mostrado nas partidas anteriores, venceu o Uruguai por 3 a 2, na Cidade do Cabo, e se classificou para a decisão de domingo, em Johannesburgo.


O outro finalista sai nesta quarta-feira, na partida entre Alemanha e Espanha, marcada para as 15h30 (de Brasília), em Durban.


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Além de ter conquistado a sexta vitória em seis jogos na Copa, a Holanda ainda colocou um jogador, o meia Sneijder, entre os artilheiros do Mundial: ele marcou o segundo gol da equipe e chegou a cinco, mesmo número do espanhol David Villa.

A emoção do jogo foi até os segundos finais: o Uruguai perdia por 3 a 1, mas fez o segundo gol nos acréscimos, com Maxi Pereira, e teve a chance de buscar o empate com vários chuveirinhos na área, mas não conseguiu concluir nenhuma vez.

Melhor em campo durante a maior parte do jogo, com mais posse de bola e criando as melhores jogadas, a Holanda abriu o placar aos 18min, num golaço do lateral-esquerdo Van Bronckhorst de fora da área. O Uruguai, que não tinha dois titulares importantes, o zagueiro Lugano (contundido) e o atacante Suárez (suspenso), equilibrou a partida e chegou ao empate no fim do primeiro tempo, com Forlán, também de fora da área, e pressionou para tentar a virada, mas parou na defesa da Holanda.

No intervalo, o técnico Bert van Marwijk resolveu mandar a Holanda para o ataque, trocando o volante De Zeeuw pelo meia Van der Vaart e concentrando as jogadas pelo lado direito, assim como fizera nas quartas de final, diante do Brasil.

Deu certo, mas o segundo gol saiu num lance polêmico: aos 24min, Sneijer bateu de fora da área, a bola desviou num uruguaio, passou por baixo das pernas de Van Persie, que estava impedido, e entrou. Os uruguaios reclamaram muito, mas o árbitro e o auxiliar validaram o gol.

Três minutos depois, Kuyt fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Robben marcar o terceiro gol, de cabeça. O jogo parecia definido, tanto que o técnico Oscar Tabarez tirou seu craque, Forlán, que estava esgotado. Mas o gol de Maxi Pereira reacendeu os ânimos do Uruguai, que lutou até o apito do juiz para tentar o empate. O prêmio de consolação para a Celeste Olímpica, principal surpresa das semifinais, será a disputa do terceiro lugar, no sábado, em Port Elizabeth.

2 de julho de 2010

O TESTE MAIS DIFÍCIL DA ERA DUNGA

Dunga tem pela frente nesta sexta-feira o maior desafio desde que assumiu a Seleção Brasileira. A equipe enfrenta a Holanda, às 11h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo, no Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, em uma das partidas mais aguardadas do torneio.

Um tropeço diante do time europeu pode manchar a trajetória vitoriosa do treinador, que completará 60 jogos no cargo. Até agora foram 42 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas em três anos e dez meses marcados pelos títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009, o primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas, e a derrota na Olimpíada de Pequim, em 2008.

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Se perder, a metralhadora volta a disparar, afirmou Dunga em certa ocasião durante o Mundial da África do Sul. Por isso, a responsabilidade aumenta diante de um adversário com números tão expressivos como os do Brasil. 

A equipe do técnico Bert van Marwijk se classificou com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Europeias. Na Copa, venceu as quatro partidas que disputou - contra Dinamarca, Japão, Camarões e Eslováquia. Sem brilhar, mas com o mesmo futebol eficiente que caracteriza o técnico do Brasil.

Os holandeses cruzam o caminho de Dunga pela terceira vez em Copas. Como jogador, ele participou das vitórias nos Mundiais de 1994 (3 a 2, também nas quartas de final) e 1998 (triunfo nos pênaltis, após empate por 1 a 1 na semifinal). A Holanda não vence o Brasil desde a Copa do Mundo de 1974, ainda nos tempos da Laranja Mecânica de Johan Cryuff.

Para manter a série de sete jogos sem perder para o adversário, o Brasil espera continuar crescendo no torneio. Depois de uma primeira fase sem grandes atuações, a equipe finalmente convenceu na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na última segunda, no início do mata-mata.

Será um jogo importante. Vai afunilando a Copa do Mundo e partidas serão cada vez mais difíceis, emocionantes, com melhor qualidade técnica. Todos que vão vir ao estádio vão ver um bom espetáculo, analisou o técnico brasileiro.

Só que Dunga não terá seu time ideal para a decisão. Elano, lesionado, já está fora. Felipe Melo, que se recupera de contusão no tornozelo esquerdo, ainda é dúvida. O treinador vai divulgar a escalação apenas momentos antes da partida.

Já a Holanda aposta no atacante Robben, sua maior estrela, para surpreender. A equipe promete manter a postura ofensiva contra o Brasil. É importante jogarmos o nosso estilo de jogo. O Brasil é o favorito, mas não tememos nada, analisou o técnico Bert van Marwijk.

Se vencer a Holanda, a Seleção encara Uruguai ou Gana na primeira semifinal, na próxima terça-feira, na Cidade do Cabo. Do outro lado da chave, se enfrentam Argentina x Alemanha e Espanha x Paraguai.

SP ESPERA 50 MIL. TEM TORCIDA DESDE 5h30

A primeira vuvuzela berrou na região do Vale do Anhangabaú, onde um telão exibe os jogos do Brasil na Copa do Mundo da África, às 5h30 desta sexta-feira. Mais de cinco horas antes de a seleção entrar em campo para enfrentar a Holanda, por uma vaga na semifinal do Mundial, três torcedores já estavam na área do gargarejo.

Márcio Henrique, de 37 anos, começou a tocar sua vuvuzela às 
5h30 desta sexta-feira, no Vale do Anhangabaú.

Márcio Henrique, de 37 anos, parecia alucinado. Não sentia frio, tampouco sono e andava de um lado para o outro na frente do telão. Antes mesmo do amanhecer ele já fazia barulho, enlouquecia quem passava pelo local. De longe era possível escutar o som de sua vuvuzela verde e amarela. A energia de quem assisti aos jogos aqui reflete lá na África e empurra os jogadores do Brasil, disse.

Animado, Márcio disse que não passaria fome, e mostrou o kit que o sustentaria ao longo do dia: um punhado de salsichas frias, pão e leite, tudo embrulhado num saco plástico.

Claiton Assad, Márcio Henrique e José dos Santos foram os 
primeiros a chegar à região onde um telão transmite os jogos do Brasil.

Com Márcio, chegaram ao local Claiton Assad, de 36 anos, e o engraxate José dos Santos, 36. Ver o jogo aqui, no meio da multidão, é mais emocionante, jura Claiton para explicar a razão de chegar tão cedo ao vale. Aqui o povo mostra seu verdadeiro sentimento, defendeu José dos Santos.

O três torcedores prometiam passar o dia no Vale do Anhangabaú, e curtir os shows programados para depois do jogo, independetemente do destino do Brasil na Copa. Com eles, mais 50 mil pessoas eram esperadas na região para torcer pelo time de Dunga.

28 de junho de 2010

HOLANDA ELIMINA ESLOVÁQUIA E PEGA BRASIL NAS QUARTAS

A Holanda garantiu sua vaga nas quartas de final na Copa do Mundo com a vitória nesta segunda-feira sobre a Eslováquia, por 2 a 1, no estádio Durban. O time laranja será o adversário do Brasil, caso a equipe de Dunga passe pelo Chile às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo.


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O gol que abriu o caminho para a vitória foi marcado aos 17min da etapa inicial pela maior estrela da seleção holandesa, Arjen Robben, que até agora não havia entrado como titular. O meia-atacante ditou o ritmo das jogadas ofensivas até ser substituído, aos 25min do segundo tempo.


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Faltando seis minutos para o fim do jogo, Sneijder fez o segundo. Aos 48min, Vittek diminuiu para a Eslováquia, de pênalti.


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Com o resultado, a Holanda já marca sua melhor campanha em Copas do Mundo em 12 anos. Em 2006, parou nas oitavas de final. Em 2002, sequer se classificou. Sua última boa campanha foi em 1998, na França, quando perdeu para o Brasil nos pênaltis na semifinal.


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Em 1994, nos Estados Unidos, a Holanda também foi eliminada pelo Brasil, nas quartas de final, graças a uma bomba do lateral Branco em cobrança de falta. O time de craques do passado como Johan Cruyff e Marco van Basten nunca ganhou uma Copa do Mundo, apesar dos grandes times que montou.


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A Eslováquia, por sua vez, vai para casa com o resultado positivo de ter se classificado à segunda fase do Mundial na sua primeira participação como nação soberana. Na fase de grupos, empatou com a Nova Zelândia (1 a 1), perdeu do Paraguai (2 a 0) e superou na última rodada a Itália (3 a 2), determinando a eliminação da atual campeã.

24 de junho de 2010

HOLANDA GARANTE LIDERANÇA DO GRUPO

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Futebol total. Totalmente eficiente. A Holanda não encanta como já encantou. Não tem craques como já teve. Mas é competitiva como jamais foi. E comprovou isso na vitória por 2 a 1 sobre Camarões, nesta quinta-feira, no Green Point, na Cidade do Cabo, pela terceira rodada do Grupo E. O resultado garantiu a Van Persie, Van der Vaart e cia. algo que nem Cruyff conseguiu: 100% de aproveitamento na primeira fase da Copa do Mundo.

Pragmático, o time holandês não massacrou, não buscou o ataque desde o início, não deu espetáculo. Mas venceu com segurança e deu uma despedida melancólica aos Leões Indomáveis. Como se não bastasse ser a primeira seleção eliminada do Mundial, os africanos são também os primeiros a encerrarem a participação na África do Sul sem um pontinho sequer.

A terceira vitória na Copa veio através de lampejos de seus principais jogadores. Agora, sim, todos os seus principais jogadores. Van der Vaart e Van Persie tabelaram no primeiro gol, marcado pelo atacante do Arsenal. E Robbe, que finalmente estreou, teve participação decisiva no gol da vitória, marcado por Huntelaar em rebote de chute na trave quando o placar apontava 1 a 1. Eto’o fez para os camaroneses.

Com nove pontos, a Laranja se junta à Argentina como uma das seleções perfeitas no Mundial – o Brasil, com seis pontos, também pode repetir a façanha -, e encara a Eslováquia, nas oitavas de final. O confronto acontece segunda-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth.

A outra vaga do Grupo E ficou com o surpreendente Japão, que venceu a Dinamarca, por 2 a 1, e encara o Paraguai, terça-feira, em Pretória, também às 11h.

19 de junho de 2010

DINAMARCA VENCE E ELIMINA CAMARÕES, HOLANDA GARANTE VAGA

Por causa da Dinamarca, a Copa do Mundo tem suas primeiras seleções matematicamente classificadas e eliminadas na primeira fase. Com vitória de virada por 2 a 1 sobre Camarões neste sábado, em Pretória, os dinamarqueses fizeram o time de Samuel Eto'o ir embora mais cedo para casa e ainda colocaram a Holanda nas oitavas de final.

Jogadores Dinamarca gol

A Laranja soma seis pontos na liderança do Grupo E e na próxima quinta-feira, às 15h30m (de Brasília), pega Camarões, que ainda não pontuou. No mesmo dia e horário, Dinamarca e Japão, que estão com três, decidem a segunda da chave vaga na Cidade do Cabo. Nas oitavas, os primeiros e segundo colocados da chave pegam os classificados do Grupo F, que tem Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia.

Após a derrota para os japoneses, Camarões entrou diferente em campo no Loftus Versfeld. Os jogadores pressionaram o técnico francês Paul le Guen para mudar o time e ele acabou aceitando. Samuel Eto'o, que jogou pela esquerda na estreia, atuou como centroavante e marcou seu primeiro gol na Copa. A equipe contou ainda com Song, Emana e Geremi, que foram reservas na estreia, como titulares.
Morten Olsen também teve novidades na Dinamarca. O capitão Jon Dahl Tomasson recuperou-se de lesão e formou o ataque com Nicklas Bendtner e Dennis Rommedahl, autores dos gols da virada. Rommedahl foi responsável também pelas melhores jogadas da equipe, sempre aproveitando as falhas de marcação pelo lado esquerdo da defesa africana.

O Loftus Versfeld tem capacidade para 42.858 torcedores e, segundo a Fifa, o público presente foi de 38.074. Porém, a maior parte dos lugares atrás dos gols estavam vazios. Como todos os jogos à noite (começou às 20h30m do horário local), a temperatura foi baixa e os termômetros chegaram a marcar 6ºC.

Equilíbrio nas ações, igualdade no placar

Com uma postura ofensiva e sabendo que precisava da vitória, Camarões começou a partida partindo para cima. Em quatro minutos, duas boas jogadas. A melhor com Eto'o, que jogando centralizado no ataque, arriscou de fora da área, mas errou o alvo.

A resposta dinamarquesa veio dois minutos, pelo lado esquerdo da zaga africana, que sofreu o primeiro tempo todo por ali. Rommedahl entrou na área pelas costas zaga e chutou por cima. O começo agitado ganhou um gol de presente. Ou melhor, Camarões ganhou o presente da defesa europeia.

Eto´o comemoração Camarões jogo Dinamarca

Aos dez, Christian Poulsen saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Webo. O camisa 15 rolou para Eto'o, que ficou sozinho na área e tocou no canto do goleiro Sorensen. Primeiro gol do craque do Inter de Milão na Copa do Mundo: 1 a 0.

A vantagem no placar deixou Camarões cheio de graça. E o time continuou pressionando. Aos 12, quase saiu o segundo, com um chute de longe de Emana, para fora, rente à trave. Passes de efeito, pedaladas, dribles. Os camaroneses quiseram abusar e acabaram vendo a Dinamarca crescer.

Nicklas Bendtner gol Dinamarca 
O time de Morten Olsen teve bela chance de empatar aos 16. Após boa troca de passes, Gronkjaer recebeu fora da área e chutou. A bola tinha endereço certo, mas Nkoulou usou a cabeça e salvou os camaroneses.
O empate saiu aos 33. Mais uma vez, a Dinamarca apostou em lançar pela esquerda da zaga. Deu certo. Rommedahl recebeu sozinho de novo e cruzou, rasteiro, para Bendtner dar um carrinho e fazer 1 a 1.

Os minutos finais foram emocionantes com o empate no placar. Aos 41, Souleymanou perdeu uma dividida e Tomasson chutou para o gol vazio, mas Nkoulou salvou de novo. No rebote, Jorgensen chutou por cima. No contra-ataque, Eto'o recebeu na área e bateu de canhota na trave da Dinamarca. Em seguida, Emana entrou driblando, passou por dois, mas chutou mal e Sorensen pegou.


Infernal, Rommedahl decide para Dinamáquina


O segundo tempo começou um pouco mais devagar que o primeiro, e Camarões desperdiçou uma chance aos 12, quando Webo recebeu de Eto'o e chutou longe, quase acertando o placar que fica no último andar da arquibancada.

Três minutos depois, mais uma vez a Dinamarca aproveitou a falha de marcação pela esquerda da defesa africana e chegou à virada, em contra-ataque rápido: Rommedahl foi lançado na direita, driblou Makoun na área e bateu de canhota, no canto direito de Souleymanou, 2 a 1.

Os europeus ainda poderiam ter ampliado. Aos 24, a bola foi lançada por cima da defesa, Rommedahl entrou sozinho na área e rolou para Tomasson, mas o capitão, que completou 14 partidas sem marcar pela seleção, chutou em cima do goleiro.

Desesperado para evitar a eliminação, Camarões foi para o ataque. Teve boas chances com Emana e Eto'o, mas não conseguiu. A Dinamarca soube se defender e segurar os Leões, que mais uma fez não foram indomáveis e verão o restante da Copa em casa.

HOLANDA SOFRE PARA VENCER JAPÃO

O futebol deve um título à Holanda e a seus gênios do passado. É um débito com uma história de jogo bonito, ofensivo. A conta, sabe-se lá, pode ser paga em 2010, porque o caminho agora está mais aberto para a seleção laranja. Neste sábado, em Durban, mesmo com uma atuação pálida, o time europeu bateu o Japão por 1 a 0, foi a seis pontos, na liderança isolada do Grupo E, e praticamente cravou os dois pés nas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul. O gol da vitória foi marcado por Sneijder, aos oito minutos no segundo tempo. Em uma falha do goleiro Kawashima.

Mas não foi fácil. Controlada na etapa inicial, a Holanda teve que batalhar para superar a marcação japonesa, sustentada em muita entrega, em correria sem fim. Robben, ainda se recuperando de lesão muscular, não jogou. O ataque, sem ele, teve raros momentos de brilho diante da disciplina defensiva dos asiáticos.
Yuki Abe no jogo entre Japão e Holanda

Com o resultado, a Holanda pode garantir classificação matemática ainda neste sábado. Para isso, torce por vitória da Dinamarca ou por empate no jogo entre os nórdicos e Camarões, às 15h30m (de Brasília), em Pretória. Os japoneses, com três pontos, ficam de olho na tabela e voltam a campo na próxima quinta-feira, em Rustemburgo, contra os dinamarqueses. A Holanda, no mesmo dia, duela contra os africanos na Cidade do Cabo.

14 de junho de 2010

GRANDES NÃO CONVENCEM NA QUARTA RODADA

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A quarta rodada da Copa do Mundo da África do Sul voltou a acender um alerta; falta de gols - 17 marcados em 11 jogos, média de 1,54 gols por partida. Trata-se da pior média da história dos Mundiais, que tem a Copa da Itália, disputada em 1990, como a mais escassa neste quesito, 2,21 por jogo.  E o primeiro mundial em solo africano segue sem ter um artilheiro.

A Holanda bateu a Dinamarca por 2 a 0, o placar mais elático desta segunda-feira, o Japão surpreendeu e venceu Camarões com um simples 1  a 0 e a atual campeã Itália sofreu para empatar com o Paragauai em 1 a 1. Exceção feita à Alemanha que venceu a Austrália por 4 a 0 no último domingo, os selecionados parecem ter problemas em atacar, concluir as jogadas em gol ou estão mais preocupados em não levar.


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E a história dos jogos desta segunda-feira seguem com o mesmo roteiro das demais. A Holanda demorou para conseguir vencer a retranca da Dinamarca e fez o primeiro graças a um gol contra bizarro.

Após cruzamento de Van Persie, o zagueiro Simon Poulsen cabeceia para trás, a bola resvala no companheiro Agger e entra sorrateira no canto direito. O segundo, já com o jogo sob controle, saiu após chute de Sorensen na trave e gol de Kuyt no rebote.

A Itália só empatou por conta do voo cego do goleiro Villar, do Paraguai, que passou longe da bola ao tentar interceptar o escanteio batido por Pepe e que acabou nas redes depois da conclusão de Rossi dentro da pequena área. Assim como os Estados Unidos contaram com um frango do goleiro inglês  Green para empatara em 1 a 1 e os eslovenos tiveram a ajuda do arqueiro da Argélia para ganhar por 1 a 0.


O Paraguai tampouco teve méritos. Quando fez 1 a 0 aos 39 minutos do primeiro tempo, havia dado apenas um chute a gol. Lembrando que o gol de cabeça de Alcaraz, elito o melhor da partida pelo site da Fifa, nasceu também de bola parada - uma falta cobrada por Valdez do lado direito do ataque.

O Japão colecionou chutões para se livrar das tentativas frustradas de Camarões, do sumido  atacante Samuel Eto’o, de chegar ao empate. Conquistou a primeira vitória em Copas do Mundo fora de seu território - a última havia sido em 2002 contra a Tunísia em Osaka - com gol de seu principal atacante Honda.

COM GOL CONTRA, HOLANDA GANHA DA DINAMARCA

A seleção da Holanda é conhecida pelo futebol ofensivo e pela habilidade de seus jogadores. Nesta segunda-feira, em seu primeiro jogo na Copa do Mundo 2010, uma das fortes candidatas ao título mostrou bom toque de bola, mas precisou de um lance de pura sorte para abrir a defesa dinamarquesa e o caminho para uma estreia vitoriosa no Mundial disputado na África do Sul. Ajudada por um gol contra de Simon Poulsen, a Laranja derrotou a Dinamarca por 2 a 0 no Soccer City, em Joanesburgo, no jogo de abertura do Grupo E da Copa.

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Após ganhar um presente com um minuto do segundo tempo, os holandeses controlaram a partida e garantiram o triunfo com um gol de Kuyt aos 39 minutos.

As duas seleções voltam a campo na África do Sul no próximo sábado. A Holanda vai a Durban enfrentar o Japão, às 11h (de Brasília). A Dinamarca encara Camarões em Pretória (15h30).

Dinamarquês blefa e escala atacante vetado


Na véspera do primeiro duelo europeu na Copa 2010, o treinador holandês afirmou que as duas seleções se conheciam. "Não temos segredos", garantiu. Mas Bert van Marwijk não contava com a estratégia do colega dinamarquês. No domingo, Morten Olsen afirmou que o atacante Bendter, principal esperança de gols do time, não jogaria devido a uma lesão na virilha. Mas o nome do jogador do Liverpool apareceu na lista de titulares.

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Olsen não despistou quando disse que um empate seria um ótimo resultado. E escalou apenas um atacante de origem (exatamente Bendter). O meia Rommedahl teve a missão de auxililar o centroavante. Na Holanda, sem ainda contar com Robben, poupado após sofrer uma lesão muscular na coxa no último dia 5, Marwijk mandou a campo o estilo ofensivo característico do país, com um trio de atacantes (Van Persie, Kyut e Van der Vaart). E com Sneijder também chegando na área.

Apesar da postura teoricamente mais defensiva, a Dinamarca não se retraiu nos primeiros minutos, buscando também o ataque. E parando as investidas adversárias com faltas. Foram três infrações nos primeiros quatro minutos.

A Holanda conseguiu criar a primeira boa jogada aos nove minutos. Kuyt recebeu na entrada da área, dominou e bateu forte. O goleiro Sorensen defendeu, largou e voltou a agarrar, sem a aproximação de qualquer adversário.

Mais calmos em campo, os holandeses passaram a mostrar a sua famosa capacidade de trocar passes. Pacientemente, os jogadores de laranja rolavam a bola de pé em pé em busca de uma brecha na defesa rival.

Van Persie encontrou esse espaço aos 19 e acionou Van der Vaart na meia-lua. O jogador do Real Madrid concluiu, mas Aggen desviou para escanteio. No minuto seguinte, no mesmo ponto do campo, Van de Vaart recebeu cruzamento da direita de Van Bommel, gingou na frente de Agger e arrematou à direita do gol.

Até a metade da etapa inicial, a Dinamarca não havia feito sequer uma conclusão a gol. Mas levou grande perigo aos 26 minutos. Na jogada esperada: cruzamentos para Bendter, de 1,91m. O atacante concluiu cruzamento da direita rente à trave do goleiro Stekelenburg, dando um susto nos holandeses que pintaram parte do Soccer City de laranja.

Apesar da Holanda passar a maior parte do tempo no campo ofensivo (chegou a ter 63% de posse de bola na etapa inicial), foi o time de branco que exigiu o goleiro adversário. E duas vezes seguidas. Em contra-ataque, aos 36, Rommedahl recebeu lançamento longo pela direita e arriscou o chute de fora da área.

Stekelenburg agarrou a Jabulani com dificuldade. No minuto seguinte, Bendter mostrou que, apesar da altura, tem certa habilidade. O grandalhão superou a marcação e passou para Rommedahl. Agora pela esquerda, o meia chutou cruzado, obrigando o arqueiro holandês a se esticar e espalmar para córner.

Depois dos sustos, o cabeça de chave do Grupo E só voltou a ameaçar aos 43. Van Persie recebeu livre no bico da área pela direita. Mas em vez de seguir na direção da meta, trouxe a bola para o pé esquerdo, o seu ponto forte. Mas assim permitiu a chegada da marcação e acabou arriscando de direita mesmo, para fora.

Gol contra no início do segundo tempo muda o jogo


O panorama para o segundo tempo parecia preocupante para uma das seleções consideradas por muitos especialistas como uma das favoritas ao título. Mas a sorte sorriu para a Holanda. Com apenas um minuto de jogo, Van Persie acreditou em um lançamento longo sobre a área, aproveitou uma saída errada do goleiro Sorensen e cruzou da direita. Simon Poulsen, que joga no futebol holandês (AZ Alkmaar), se apavorou e cabeceou errado, para trás. A bola bateu nas costas de Agger e entrou mansamente no canto direito, tocando na trave antes de ir para a rede.

O gol desarrumou momentaneamente o sistema defensivo dinamarquês, que voltou a falhar aos oito minutos, permitindo que Van Persie invadisse livre a área. Sorensen saiu do gol e evitou a conclusão do atacante. O arqueiro voltou a ser exigido aos 13, se esticando e fazendo uma ponte para defender uma conclusão de chapa de Van der Vaart.

Com a equipe inferiorizada no placar, o treinador Morten Olsen decidiu reforçar o sistema ofensivo, trocando um meia (Enevoldsen) por um atacante (Gronkjaer) aos 11. Mas seis minutos depois precisou tirar Bendter, ainda sem as condições físicas ideais.

No lado da Holanda, Van Persie continuava como o atacante que levava mais perigo. O camisa 9 chegou a colocar a bola na rede aos 15 minutos, em lance já invalidado por impedimento. E alegou para o árbitro francês Stephane Lannoy que não ouviu o apito devido ao barulho causado pelas vuvuzelas.

As alterações realizadas por Morten Olsen, capitão da Dinamáquina da Copa de 86, não melhoraram o desempenho da equipe. Com pouca criatividade, em nada lembrando o time que marcou época no Mundial disputado no México, a seleção dinamarquesa se limitava a tentar cruzamentos para a área para tentar o empate. Rebatidos pelos defensores rivais.

Substituição que deu resultado foi a entrada de Elia no lugar de Van der Vaart. Com muita habilidade, o atacante holandês deu trabalho para os adversários e criou boa chance aos 30. Elia cruzou para área e o goleiro Sorensen afastou de soco. Na sequência, Van Bommel avançou pela direita e chutou bem. O camisa 1 espalmou, evitando o segundo gol. Que quase aconteceu aos 37. Apagado no jogo, Sneijder arriscou de fora da área, e a bola tocou no travessão dinamarquês.

O segundo laranja, que já estava maduro, saiu aos 39. Sneijder fez lindo lançamento para Elia, que tocou na saída do goleiro. A bola, caprichosamente, tocou na trave esquerda e sobrou para Kuyt completar para rede.
Se fez um gol contra, Simon Poulsen evitou o terceiro gol ao tirar em cima da linha uma bola tocada por Affelay aos 43.