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25 de junho de 2010

EM LISBOA, CLIMA É DE DECEPÇÃO

Torcedores com camisas de Portugal e Brasil viram o jogo 
juntos na Praça da Figueira

Em um jogo que dificilmente eliminaria alguém, portugueses e brasileiros curtiram junto, em Lisboa, a partida que terminou em 0 a 0 há pouco em Durban, na África do Sul. Já no intervalo, alguns torcedores apostavam nesse resultado. No fim, ambos comemoraram da mesma maneira a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo 2010.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram no Largo do Rossio, um dos pontos mais tradicionais da capital portuguesa, para acompanhar o duelo entre as duas seleções. Disputas, só de gritos e vuvuzelas. Com poucos lances de perigo - como a bola na trave de Nilmar no primeiro tempo e a tentativa de Danny, no segundo - os torcedores tiveram para comemorar pouco mais do que a infindável série de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro.

LUSO-BRASILEIROS COMENTAM O PLACAR

O empate entre Brasil e Portugal caiu como uma luva para os torcedores da colônia portuguesa do Rio que foram ver o jogo no Cadeg, na Zona Norte da cidade, na manhã desta sexta-feira. Com cores dos dois times espalhadas pelo local, o resultado foi considerado justo pelos luso-brasileiros.

Foi justíssimo. Mas, confesso, que torci mais nos ataques do Brasil, contou Nelson Correia. Já Flávio vibrou mais com Portugal. Mas foi justo. Nenhuma das duas seleções jogou muito bem, ponderou. As duas seleções se respeitaram e o empate foi o melhor resultado, disse Jorge Vasconcellos.

10 de junho de 2010

TORCIDA ESTÁ PREPARADA

Os itens mais vendidos no Soccer City são chapéus com chifrinhos e copos luminosos.

16 de maio de 2010

Coreia do Norte é equipe com maior torcida

Grande azarão do grupo de Brasil e Portugal e uma verdadeira incógnita pelo próprio hermetismo de seu regime, a Coreia do Norte pode chegar em junho à África do Sul como a seleção com maior torcida da Copa, graças ao apoio dos vizinhos chineses.

Na China, as Copas do Mundo são acompanhadas com paixão por milhões de torcedores, mesmo com o desgastante fuso horário, que joga as partidas para a madrugada e tira o sono dos fãs de futebol.
Desta vez, o incentivo vai ser a presença dos vizinhos.

Muitos torcedores chineses encontraram na Coreia do Norte uma seleção irmã, com quem compartilham ideologia, por serem regimes comunistas, e uma história recente similar, já que lutaram juntos contra os Estados Unidos na Guerra da Coreia.

O apoio dos chineses à Coreia do Norte tem até caráter institucional. Segundo a agência de notícias oficial Xinhua, o Ministério dos Esportes norte-coreano entregou mil ingressos a torcedores chineses para que viajem à África do Sul e torçam para os vizinhos.

A maioria dos torcedores chineses, no entanto, terá que se contentar em ver as partidas pela televisão, o que não será problema já que um canal aberto de esportes do país transmitirá todas as partidas da Copa ao vivo.
Centenas de milhões de telespectadores chineses acompanharão a competição e, embora muitos estejam interessados sobretudo nos clássicos envolvendo Brasil, Itália, Alemanha e Argentina, também haverá especial atenção para os norte-coreanos.

Segundo o responsável pela comercialização de entradas para o Mundial na Coreia, Wang Qi, a participação do país no Mundial africano tem um significado especial.

Outras duas seleções da Ásia Oriental estarão na África do Sul a partir de junho, mas é possível que o apoio dos chineses seja menor a ambas.

O Japão não é exatamente uma seleção popular na China, devido à rivalidade histórica entre os dois países, e a Coreia do Sul, apesar de poder até receber mais apoio, é vista com receio pelos torcedores chineses, sobretudo pelas várias vezes em que perderam em torneios continentais.

A até agora única participação da Coreia do Norte em Copas, na Inglaterra (1966), foi muito especial, já que os norte-coreanos foram a primeira seleção de fora da Europa e da América a chegar a quartas de final.

No mata-mata, protagonizaram uma das partidas mais memoráveis da história das Copas, contra Portugal. Os asiáticos abriram 3 a 0, mas perderam por 5 a 3, com quatro gols de Eusébio.

A única participação chinesa na Copa do Mundo foi muito mais prosaica. A seleção, então dirigida por Bora Milutinovic, caiu na primeira fase do Mundial da Coreia e do Japão (2002) sem marcar gols e com derrotas para Brasil, Turquia e Costa Rica.