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4 de julho de 2010

LÚCIO QUER DISPUTAR MUNDIAL DE 2014

Apontado como um dos melhores jogadores da seleção brasileira no Mundial da África, o zagueiro Lúcio teve uma recepção calorosa de torcedores ao desembarcar no aeroporto de Brasília, na manhã deste domingo. Distribuindo autógrafos e acompanhado da família, o jogador avaliou a eliminação para a Holanda como um golpe duro, mas prometeu suar sangue para conseguir disputar a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

Vou suar sangue para, se Deus quiser, disputar mais uma Copa do Mundo pela seleção. A gente sabe que, quando se perde, é porque alguma coisa saiu como não se esperava. Foram detalhes que fizeram com que a gente saísse da competição - avaliou Lúcio.

Brasiliense de nascimento, ele vai passar algumas semanas de descanso na capital federal.
- Vou ficar uns dias com a família, para depois voltar à Itália.

O sonho do hexa vai continuar - declarou.

TORCIDA SE REVOLTA CONTRA FELIPE MELO

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Os jogadores da seleção brasileira foram recebidos por cerca de 100 torcedores e um batalhão de jornalistas no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Depois de dez horas de voo, o avião que partiu de Joanesburgo, na África do Sul, chegou às 2h05m (de Brasília) deste domingo, mas os atletas começaram a desembarcar apenas 50 minutos depois do pouso. Houve muita confusão e correria, principalmente quando o volante Felipe Melo apareceu. Alguns carros esperavam os jogadores, que saíram por dois portões diferentes.

A saída de Felipe foi a mais tensa. Escoltado por um segurança, ele aproveitou o momento em que os zagueiros Juan e Thiago Silva falavam com os jornalistas para deixar o local. O jogador era esperado pelo pai em uma caminhonete. O veículo foi cercado por fotógrafos, cinegrafistas e torcedores. Para abrir caminho, foi preciso acelerar e buzinar. Felipe Melo foi xingado, chamado de vacilão e se assutou com o tumulto.

DUNGA ESTÁ DEMITIDO

A CBF oficializou há pouco, em nota publicada em seu site oficial, a dissolução da comissão técnica que comandou a seleção brasileira na Copa de 2010. Em linguagem seca e objetiva, a entidade oficializou a dispensa do técnico Dunga e de seus auxiliares. Apesar de muita especulação, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ainda não escolheu o nome do técnico – mas já decidiu que o fará até o fim do mês.

Além de Dunga, que desembarcou hoje em Porto Alegre dizendo que ainda iria conversasr com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira para falar sobre o futuro, foram demitidos também o auxiliar Jorginho, o supervisor Américo Faria (na entidade desde 1989) e o médico José Luís Runco (que estava na seleção desde 2002)
O novo técnico, segundo fonte da entidade, terá a importante missão de renovar a seleção. Analisando a idade das seleções na Copa, os dirigentes perceberam que o Brasil era uma das seleções mais velhas da competição. Enquanto a Alemanha usou nove jogadores sub-23 e a Argentina usou sete, o Brasil tinha apenas um – Ramires.
 
Mais – o novo técnico da Seleção terá um trabalho diferente – com um ciclo possivelmente mais extenso do que os tradicionais quatro anos que separam duas Copas. Por causa das Olimpíadas de 2016, a ideia da CBF é trabalhar para um ciclo de seis anos – que começará ainda este ano com os cinco amistosos programados para 2010 (o primeiro já no dia 10 de agosto contra os Estados Unidos em Nova York).

Esse ciclo de seis anos incluirá pelo menos uma competição importante por ano. Em 2011, haverá Copa America e a seletiva para os Jogos Olímpicos de 2012. Em 2012, as Olimpíadas. Em 2013, Copa das Confederações no Brasil. Em 2014, a Copa no Brasil. Em 2015, Copa America, também no Brasil (embora haja especulação de que ela poderia mudar para o Chile). E, enfim, as Olimpíadas do Rio em 2016.

Por conta disso – e da necessidade de renovação – ainda há uma dúvida na CBF sobre a contratação (ou não) de um técnico específico para a seleção olímpica – como já aconteceu no passado. Essa escolha vai depender, claro, do nome escolhido para comandar a seleção principal. Pode ser que o novo treinador queira comandar os dois times – ou escolher um nome de confiança para trabalhar os novos valores.

2 de julho de 2010

UM PAÍS INTEIRO CHORA: BRASIL É ELIMINADO

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Em toda a sua preparação e durante a Copa do Mundo na África do Sul, a seleção brasileira se esforçou em adotar uma filosofia diferente da utilizada em 2006. Por ironia, o resultado foi o mesmo: derrota para uma seleção europeia e eliminação nas quartas de final. No lugar da França, o algoz foi a Holanda. E Sneijder tomou de Henry o posto de carrasco, participando do lance do primeiro gol e marcando o segundo na vitória por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira.

O TESTE MAIS DIFÍCIL DA ERA DUNGA

Dunga tem pela frente nesta sexta-feira o maior desafio desde que assumiu a Seleção Brasileira. A equipe enfrenta a Holanda, às 11h (de Brasília), pelas quartas de final da Copa do Mundo, no Estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, em uma das partidas mais aguardadas do torneio.

Um tropeço diante do time europeu pode manchar a trajetória vitoriosa do treinador, que completará 60 jogos no cargo. Até agora foram 42 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas em três anos e dez meses marcados pelos títulos da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009, o primeiro lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas, e a derrota na Olimpíada de Pequim, em 2008.

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Se perder, a metralhadora volta a disparar, afirmou Dunga em certa ocasião durante o Mundial da África do Sul. Por isso, a responsabilidade aumenta diante de um adversário com números tão expressivos como os do Brasil. 

A equipe do técnico Bert van Marwijk se classificou com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Europeias. Na Copa, venceu as quatro partidas que disputou - contra Dinamarca, Japão, Camarões e Eslováquia. Sem brilhar, mas com o mesmo futebol eficiente que caracteriza o técnico do Brasil.

Os holandeses cruzam o caminho de Dunga pela terceira vez em Copas. Como jogador, ele participou das vitórias nos Mundiais de 1994 (3 a 2, também nas quartas de final) e 1998 (triunfo nos pênaltis, após empate por 1 a 1 na semifinal). A Holanda não vence o Brasil desde a Copa do Mundo de 1974, ainda nos tempos da Laranja Mecânica de Johan Cryuff.

Para manter a série de sete jogos sem perder para o adversário, o Brasil espera continuar crescendo no torneio. Depois de uma primeira fase sem grandes atuações, a equipe finalmente convenceu na vitória por 3 a 0 sobre o Chile, na última segunda, no início do mata-mata.

Será um jogo importante. Vai afunilando a Copa do Mundo e partidas serão cada vez mais difíceis, emocionantes, com melhor qualidade técnica. Todos que vão vir ao estádio vão ver um bom espetáculo, analisou o técnico brasileiro.

Só que Dunga não terá seu time ideal para a decisão. Elano, lesionado, já está fora. Felipe Melo, que se recupera de contusão no tornozelo esquerdo, ainda é dúvida. O treinador vai divulgar a escalação apenas momentos antes da partida.

Já a Holanda aposta no atacante Robben, sua maior estrela, para surpreender. A equipe promete manter a postura ofensiva contra o Brasil. É importante jogarmos o nosso estilo de jogo. O Brasil é o favorito, mas não tememos nada, analisou o técnico Bert van Marwijk.

Se vencer a Holanda, a Seleção encara Uruguai ou Gana na primeira semifinal, na próxima terça-feira, na Cidade do Cabo. Do outro lado da chave, se enfrentam Argentina x Alemanha e Espanha x Paraguai.

SP ESPERA 50 MIL. TEM TORCIDA DESDE 5h30

A primeira vuvuzela berrou na região do Vale do Anhangabaú, onde um telão exibe os jogos do Brasil na Copa do Mundo da África, às 5h30 desta sexta-feira. Mais de cinco horas antes de a seleção entrar em campo para enfrentar a Holanda, por uma vaga na semifinal do Mundial, três torcedores já estavam na área do gargarejo.

Márcio Henrique, de 37 anos, começou a tocar sua vuvuzela às 
5h30 desta sexta-feira, no Vale do Anhangabaú.

Márcio Henrique, de 37 anos, parecia alucinado. Não sentia frio, tampouco sono e andava de um lado para o outro na frente do telão. Antes mesmo do amanhecer ele já fazia barulho, enlouquecia quem passava pelo local. De longe era possível escutar o som de sua vuvuzela verde e amarela. A energia de quem assisti aos jogos aqui reflete lá na África e empurra os jogadores do Brasil, disse.

Animado, Márcio disse que não passaria fome, e mostrou o kit que o sustentaria ao longo do dia: um punhado de salsichas frias, pão e leite, tudo embrulhado num saco plástico.

Claiton Assad, Márcio Henrique e José dos Santos foram os 
primeiros a chegar à região onde um telão transmite os jogos do Brasil.

Com Márcio, chegaram ao local Claiton Assad, de 36 anos, e o engraxate José dos Santos, 36. Ver o jogo aqui, no meio da multidão, é mais emocionante, jura Claiton para explicar a razão de chegar tão cedo ao vale. Aqui o povo mostra seu verdadeiro sentimento, defendeu José dos Santos.

O três torcedores prometiam passar o dia no Vale do Anhangabaú, e curtir os shows programados para depois do jogo, independetemente do destino do Brasil na Copa. Com eles, mais 50 mil pessoas eram esperadas na região para torcer pelo time de Dunga.

PELA VAGA NAS SEMIS, BRASIL PROMETE IR AO ATAQUE

Impor-se, mostrar personalidade e técnica desde os primeiros minutos de jogo, colocar um ritmo cadenciado, encurralar a Holanda aos poucos. Essa é a estratégia do técnico Dunga nesta sexta-feira, às 11 horas (de Brasília), em Port Elizabeth.

Na fundamental partida pelas quartas de final da Copa do Mundo, contra o adversário mais forte que já enfrentou na África do Sul, o Brasil comprará a briga e atacará, promete o treinador.
- Respeitamos o talento dos holandeses, mas a seleção brasileira tem sua maneira de jogar e não vai mudar. Temos a nossa filosofia, que é buscar a vitória seja contra quem for. E o Brasil será o Brasil. Queremos chegar à semifinal desta Copa respeitando a nossa tradição.

No judiado e maquiado gramado de Port Elizabeth, o Brasil terá a iniciativa da partida. Sem Elano, contundido, e Ramires, suspenso, Dunga tem uma tênue esperança de escalar Felipe Melo ao lado de Gilberto Silva. Assim, ficaria mais confiante para adiantar o meio-campo e o ataque e pressionar os holandeses, como quem enfrenta uma equipe de menor potencial técnico. Assumir a postura de time grande é a meta.


Se Felipe Melo não conseguir se recuperar da pancada que recebeu no tornozelo esquerdo contra Portugal, o treinador brasileiro está dividido entre comprar a briga de maneira mais corajosa, com Kleberson, ou mais cautelosa, com Josué. A tendência é colocar o primeiro, que é mais habilidoso.

De acordo com o meia Kaká, astro da equipe, não há um motivo para o Brasil temer a seleção holandesa.
- Nós não podemos nos impressionar pela Holanda. É uma grande seleção, mas nós somos o Brasil. Sou mais o nosso time seja qual for o adversário.

Os jogadores querem o ataque. Por isso, a presença de Daniel Alves no meio-campo, atuando como meia improvisado ao lado do próprio Kaká, será decisiva. O time mudou com a sua escalação, ajudada pelo destino. Desde a contusão de Elano, o Brasil passou a atuar de maneira mais rápida, versátil da intermediária para a frente. Tornou-se uma equipe mais difícil de marcar.

Os laterais Maicon e Michel Bastos estão liberados para atacar, principalmente o direito. Dunga acompanhou com cuidado todos os jogos dos holandeses e percebeu uma grande deficiência de cobertura do lado esquerdo de sua defesa. E o jogador da Inter de Milão está orientado a atuar como ala quando o Brasil estiver com a bola.

Os holandeses têm jogadores técnicos, talentosos, como Arjen Robben, Wesley Sneijder e Mark Van Bommel. Apesar disso, Dunga aposta que mesmo assim os holandeses vão esperar, buscar por contra-ataques. Não irão escancarar sua equipe. E os brasileiros querem essa postura, como mostrou o atacante Robinho.
- Nós estamos acostumados a partir para cima de quem vai nos enfrentar. O Chile tentou mudar isso e perdeu fácil o jogo. A Holanda não cometerá o mesmo erro. Nós vamos ter de buscar a vitória. Sabemos disso. E, para mim, o caminho é o toque de bola em velocidade. Na nossa habilidade.

Lúcio, mais comedido, conhece bem os destaques dos rivais, e sabe que ele e Juan terão de confirmar ser a melhor dupla de zagueiros do mundo para se impor na partida.
- É um jogo eliminatório. O menor erro pode custar o fim da Copa do Mundo. O Brasil irá atacar, porque nasceu para jogar assim. Só que não podemos dar o mínimo espaço. Nós temos mais talento, mas sabemos que eles possuem atacantes que podem decidir a partida. Não vamos perder o foco, a seriedade, mas não teremos medo.

O árbitro será um capítulo à parte. O japonês Yuichi Nishimura é enérgico e gosta de dar cartões. Os jogadores já foram orientados a manter a concentração e não reclamar ou discutir com os holandeses.

Na Copa de 2006, a seleção foi eliminada nas quartas de final diante da França, como bem lembra o volante Gilberto Silva.
- Nós não esquecemos aquele jogo. Foi a prova que a apatia pode fazer com um time mais talentoso. Não vamos repetir esse nosso maior erro.

Se o Brasil vencer, a seleção deverá ficar dois dias em Port Elizabeth. Se for derrotada, o esquema já está armado. A volta para o Brasil deverá acontecer na tarde deste sábado, entre 17h e 19h (horário local, 12h e 14h no horário de Brasília).

PARTIDA DE HOJE LEMBRA 1994

As semelhanças entre a campanha do Brasil em 1994, ano do tetracampeonato, e em 2010 são tantas que até assustam. Se olharmos por outro lado, porém, também servem para aliviar a tensão em dia de jogo contra a Holanda, rival mais forte até agora na Copa da África.


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Em 1994, ano do tetracampeonato mundial, o Brasil tinha Dunga, no comando do time dentro de campo, auxiliado por Taffarel e Jorginho. A primeira partida da campanha foi vitória contra a Rússia, um adversário com regimes políticos de esquerda. Depois, veio vitória contra Camarões, um time africano. O terceiro jogo foi contra a Suécia, rival europeu que se classificou junto com o Brasil após um empate entre eles. Nas oitavas de final, os brasileiros pegaram os Estados Unidos, seleção americana sem tradição em Mundiais. E nas quartas de final, a Holanda.

Agora, em 2010, Dunga comanda o time fora de campo. Jorginho e Taffarel são auxiliares dele fora de campo. No primeiro jogo da fase de grupos, venceu a Coreia do Norte, país que adota um regime de governo de esquerda. Depois, outra vitória, contra Costa do Marfim, um país africano. O terceiro jogo foi contra Portugal, equipe europeia que se classificou junto com o Brasil depois de um empate entre eles. Na segunda fase, a seleção brasileira encarou nas oitavas de final o Chile, rival americano sem tradição em Copas do Mundo. Agora, nas quartas de final, novamente a Holanda.


Estranho, não? Pois é, só que a mesma sequencia de fatos que assusta pela similaridade conforta os supersticiosos. Contra a Holanda, nas quartas de final do Mundial dos Estados Unidos, em 1994, o Brasil teve seu teste mais difícil, mas passou. Foi complicado, a vitória por 3 a 2 veio só com um gol de falta de Branco, aos 36min do segundo tempo. A torcida brasileira espera que dessa vez a história se repita, mas de forma mais tranquila.

28 de junho de 2010

BRASIL GANHA REFORÇO COM TORCIDA DE ASHTON KUTCHER

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A torcida brasileira ganhou um reforço para torcer pelo jogo desta segunda-feira contra o Chile, nas oitavas de final. Trata-se de Ashton Kutcher.

O ator americano, usando a camisa número 10 do jogador Kaká, lançou sua campanha pela seleção brasileira minutos antes do início da partida: Quem está pronto para o futebol?, perguntou o ator para seus seguidores no microblog.

Empolgado, o ator vibrou durante os gols do Brasil no primeiro tempo da partida: GOOOOOOOOOOOOOL!!!, comemorou Ashton com seus seguidores.

BRASIL VENCE O CHILE E CARIMBA PASSAPORTE PARA QUARTAS

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Freguesia é coisa para ser respeitada, e o Brasil manteve sua tradição diante do Chile na noite desta segunda-feira no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Mesmo desfalcado de Felipe Melo e Elano, machucados, a seleção venceu pela sexta vez seguida o rival, o maior freguês desde que Dunga assumiu o cargo, em 2006. Os 3 a 0 sobre a equipe do argentino Marcelo Bielsa garantiram os brasileiros nas quartas de final da Copa da África do Sul.

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A receita verde-amarela para ganhar foi bem conhecida: bola parada na cabeçada de Juan, contra-ataque mortal para Luis Fabiano marcar e, para completar, gol de Robinho após roubada de bola de Ramires. Foi a oitava vez que o atacante do Santos balançou as redes chilenas, igualando-se a ninguém menos que Pelé como maior carrasco do adversário. Ele foi eleito o melhor em campo em votação no site da Fifa.

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O terceiro triunfo sobre o Chile em jogos decisivos de Copa (os outros foram na semifinal em 1962 e nas oitavas em 1998) pôs a equipe de Dunga frente a frente a outro rival conhecido, a Holanda. A quarta partida entre os países em Mundiais será na sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay.

Quatro minutos de susto. E só


Os primeiros quatro minutos de jogo deram a impressão de que o Chile colocaria na prática a formação ofensiva que apresentou no papel - com Beausejour, Alexis Sánchez, Mark González e Suazo. Foi o período do jogo em que o Brasil esperou em seu campo defensivo, viu o adversário tocar a bola e teve apenas 27% de posse de bola. Um contra-ataque mal aproveitado por Luis Fabiano, com um chute fraco e para fora, mudou o panorama.

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A partir de então, o Brasil tomou para si a iniciativa do jogo e teve pela frente um adversário que se limitou a defender. Com boa movimentação no meio-campo, o time de Dunga encontrou espaços com facilidade, mas falhou nas tabelas, interrompidas por erros de passe. Os chutes de fora da área, que em princípio pareciam uma opção a mais, transformaram-se na principal arma ofensiva nos primeiros 30 minutos. Gilberto Silva e Ramires arriscaram, colocando Bravo para trabalhar um pouco.

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Na defesa, no entanto, os volantes pouco ajudavam na saída de bola, obrigando Julio Cesar e os zagueiros a apelarem para chutões para frente. O Brasil reclamou de um pênalti em Lúcio, mas conseguiu abrir o placar quando tentou consertar um dos seus erros, a pouca iniciativa pelas pontas. Numa rara jogada de linha de fundo, Maicon conseguiu escanteio que ele mesmo cobrou. Protegido por Lúcio e Luis Fabiano, Juan saltou e cabeceou, vendo a bola passar sobre a mão do baixinho Bravo (de 1,83m) e fazendo 1 a 0 aos 34 minutos. Foi seu sétimo gol pela seleção, o quarto sobre o Chile.

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A seleção aproveitou a vantagem e se manteve no ataque, chegando ao segundo gol três minutos depois. Se abriu 1 a 0 em um lance de bola parada, fez 2 a 0 em outra especialidade desse time: o contra-ataque.

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Robinho correu pela esquerda e encontrou Kaká no meio, na entrada da área. Com apenas um toque, típico do camisa 10, ele deixou Luis Fabiano na cara do goleiro. O atacante, que um minuto antes se atrapalhara sozinho em um toque de calcanhar, driblou Bravo com estilo e fez seu terceiro gol nesta Copa. O jogo, complicado até os 34 minutos, chegou ao intervalo com boa vantagem no placar para a seleção.

Ramires ajuda no gol, mas leva amarelo


O Chile fez duas alterações para a segunda etapa, entrando Tello e Valdivia nos lugares de Contreras e González. Mas a postura continuou a mesma, de excessivo respeito. O time de Marcelo Bielsa não se jogou ao ataque e sofreu com erros de passe no meio-campo, problema compartilhado pelo Brasil, que com isso teve dificuldade para aproveitar os espaços fartos. Kaká, que não esteve numa noite inspirada, apesar da assistência, errou passe fácil aos sete minutos, o que deixaria Robinho na cara do gol.

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Se não estava tão fácil construir jogadas, o melhor jeito de chegar ao gol foi destruindo. Ramires roubou bola no meio-campo e acelerou em direção à área, livrando-se de dois marcadores e desviando a bola do terceiro, dando passe para Robinho. O atacante chutou e tirou a bola do alcance do goleiro, fazendo 3 a 0 aos 14 minutos. Desencantou no Mundial na África do Sul, marcando seu primeiro gol.

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Com uma vantagem tranquila no placar, diante de um adversário que não ameaçava, o Brasil tinha a preocupação principal de não ter um jogador suspenso para as quartas de final. Fracassou nessa missão.

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Ramires fez falta dura e desnecessária e recebeu seu segundo cartão amarelo na competição. Quatro minutos depois, Dunga resolveu mexer no time pela primeira vez, trocando Luis Fabiano - outro pendurado - por Nilmar.

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Num jogo morno nos últimos 20 minutos, o Brasil ainda teve boa chance de marcar o quarto gol, mas Bravo fez defesa em chute cruzado de Robinho. E Julio Cesar enfim entrou em ação, aos 29 minutos, em jogada individual do isolado Suazo, que em outro lance chutou uma bola que quicou no travessão. Sem muito com o que se preocupar, Dunga promoveu a estreia de dois jogadores, Kleberson e Gilberto, que substituíram Kaká e Robinho, respectivamente.

LULA APOSTA CACHAÇA EM BOLÃO

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva apostou com o vice José Alencar e alguns ministros uma garrafa de cachaça antes do duelo entre Brasil e Chile, nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo. O confronto é válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Dos 10 participantes do bolão, todos apostaram em vitória da Seleção de Dunga sobre a equipe do argentino Marcelo Bielsa. O vencedor da brincadeira leva para casa uma garrafa da cachaça Maria da Cruz, da família do vice-presidente José Alencar, que tem como preço de mercado valores entre R$ 15 e R$ 22.

Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República) - Brasil 4 x 1 Chile

José Alencar (vice-presidente da República) - Brasil 5 x 0 Chile

Erenice Guerra (ministra-chefe da Casa Civil) - Brasil 2 x 1 Chile

Alexandre Padilha (ministro das Relações Institucionais) - Brasil 2 x 0 Chile

General Jorge Félix (chefe do Gabinete de Segurança Institucional) - Brasil 3 x 1 Chile

Paulo Bernardo (ministro do Planejamento) - Brasil 3 x 1 Chile

Luiz Dulci (chefe da Secretaria-Geral da Presidência) - Brasil 2 x 1 Chile

Nelson Jobim (Ministro da Defesa) - Brasil 2 x 0 Chile

Franklin Martins (secretário da Comunicação da Presidência) - Brasil 2 x 0 Chile

Gilberto Carvalho (chefe do Gabinete da Presidência) - Brasil 3 x 0 Chile

HISTÓRICO É MUITO FAVORÁVEL AO BRASIL

Se olhar para o retrospecto recente contra o Brasil, o Chile entrará em campo nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Ellis Park, em Johannesburgo, com um sentimento derrotista.

Diante dos chilenos, os brasileiros marcaram pelo menos três gols nos últimos seis confrontos - nos cinco mais recentes, o comandante era justamente Dunga.

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A série de massacres começou no dia 4 se setembro de 2005, com uma goleada pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. O cenário se repetiu ainda em um amistoso, em dois jogos pela Copa América de 2007 e em duas partidas pelas Eliminatórias para o Mundial de 2010. 

Nestes seis jogos, o Brasil marcou 25 gols, média superior a quatro por partida. A maior goleada veio na Copa América da Venezuela: 6 a 1, em partida que culminou com a mudança técnica na seleção do país.
Marcelo Bielsa, o atual técnico, assumiu o time e não conseguiu mudar a história contra o Brasil. Derrotas por 3 a 0 em Santiago e 4 a 2 fora de casa, ambas pelas Eliminatórias para o Mundial da África do Sul.

O Chile não vence o Brasil desde o dia 15 de agosto de 2000, quando ganhou de 3 a 0 pelas Eliminatórias para a Copa de 2002. Antes da série de massacres, mais três jogos, com duas vitórias brasileiras e um empate.


15/08/2000 - Chile 3 x 0 Brasil - Eliminatórias
07/10/2001 - Brasil 2 x 0 Chile - Eliminatórias
06/06/2004 - Chile 1 x 1 Brasil - Eliminatórias
08/07/2004 - Brasil 1 x 0 Chile - Copa América
04/09/2005 - Brasil 5 x 0 Chile - Eliminatórias
24/03/2007 - Brasil 4 x 0 Chile - Amistoso
01/07/2007 - Brasil 3 x 0 Chile - Copa América
07/07/2007 - Chile 1 x 6 Brasil - Copa América
07/09/2008 - Chile 0 x 3 Brasil - Eliminatórias
09/09/2009 - Brasil 4 x 2 Chile - Eliminatórias

BRASIL INICIA MATA-MATA COM OBRIGAÇÃO DE VENCER

É a primeira final de Dunga como técnico. No gelado Parque Ellis, hoje às 15h30 (horário de Brasília), a seleção brasileira enfrenta o Chile como superfavorita.


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Kaká, Robinho e Luís Fabiano terão pela frente um time muito mais fraco tecnicamente e com uma postura de franco atirador. Está condicionado pelo seu treinador Marcelo Bielsa para atacar, independente de quem seja o adversário. Ter pela frente um adversário tão corajoso, ou suicida, é tudo o que Dunga pediu aos céus nestas oitavas de final.

O time brasileiro nasceu para contragolpear em velocidade. Por isso tem um retrospecto mais do que favorito contra o Chile de Bielsa. É a partida que tem tudo para servir como a da arrancada da seleção neste Mundial da África. Ganhar bem e impressionar as demais seleções que ainda estão na África. A única desclassificação do Brasil em oitavas de final foi em 1990, na Itália, contra a Argentina, há exatos 20 anos. Dunga sabe da importância do jogo.
- Nós temos conseguido bons resultados contra eles, mas futebol não vive de passado. Estatísticas não me servem. O importante é esta partida. Vale uma vaga para as quartas de final da Copa. Uma derrota custa a volta para casa. O Brasil não pode perder o foco de tudo o que estará em jogo. Não me interessa essa história de favoritismo. O Chile evoluiu muito com o Bielsa. Não existe jogo fácil em Copa do Mundo.

Ele sabe que a pressão é enorme sobre o Brasil. Ainda mais porque a seleção não empolgou na primeira fase. Coreia do Norte e Portugal travaram o toque de bola brasileiro com duas linhas de quatro e cinco jogadores atrás da bola. A Costa do Marfim se abriu um pouco mais e perdeu por 3 a 1, no jogo mais fácil. Há a certeza de que os chilenos irão atacar ainda mais.

Dunga e seu auxiliar Jorginho decoraram a partida entre Chile e Espanha. Os dois a consideram uma versão do que deve acontecer em Johannesburgo. Os comandados de Bielsa enfrentaram uma equipe mais forte. Mesmo correndo o risco da eliminação da Copa, compraram a briga. Atacaram e foram atacados. Foi um dos melhores jogos da Copa. A Espanha venceu suando sangue por 2 a 1, mas os dois times perderam vários gols.

O Brasil entrará em campo da sua maneira tradicional. Dunga quer o time compacto atrás. Com uma forte pegada no meio de campo. E velocidade nos contragolpes. Ele tem a certeza de que vencerá essa partida roubando a bola e explorando a rapidez e velocidade do ataque da Seleção. Ainda mais porque há a certeza da volta de Robinho e Kaká ao time. O meia, expulso contra Portugal, ficou uma semana apenas se preparando fisicamente para este jogo. E Robinho foi poupado contra Portugal para as partidas eliminatórias.


A pedido de Dunga, todas as declarações nas últimas entrevistas foram contidas para não estimular os chilenos. Veloz e habilidoso, Robinho marcou seis gols nas últimas quatro partidas contra os chilenos. Já marcou sete vezes contra eles na carreira. Só Pelé fez mais, oito gols.

Elano também deve voltar ao time. Teve uma súbita melhora e vai ajudar a deixar ainda mais compacta a equipe. Fábio Melo ainda é dúvida. A tendência é que jogue, já que participou do último treino, mas Josué está de sobreaviso. No treino ele foi muito explorado o deslocamento em velocidade de Robinho e Luís Fabiano, assim que a bola chegava em Kaká na intermediária. Maicon e Michel Bastos também deverão apoiar mais do que o normal, quando o meio de campo brasileiro roubar a bola dos chilenos.

Gilberto Silva, ainda no vestiário depois do empate contra Portugal,alertava que o trabalho dos volantes no jogo contra o Chile será fundamental.

Ele sabia muito bem como o Brasil se prepararia para o jogo. A estratégia 3-3-1-3 de Bielsa se encaixa perfeitamente no 4-3-1-2 brasileiro.

Todo o esquema de Dunga se baseia nos contragolpes. Foi assim que ele aprendeu a ganhar dos chilenos. E não vai mudar.

25 de junho de 2010

JOGO MORNO GARANTE LIDERANÇA DAS OITAVAS

No duelo mais esperado da primeira fase da Copa do Mundo, o Brasil cumpriu seu objetivo principal e ficou com a liderança do Grupo G. Jogou para o gasto, com uma atuação razoável no primeiro tempo e apagada no segundo, e ficou no empate por 0 a 0 com Portugal no estádio Moses Mabhida, em Durban, nesta sexta-feira. A partida contra o adversário mais forte da chave, no entanto, acende o sinal de alerta para o time de Dunga, principalmente quanto ao desempenho pouco produtivo de Julio Baptista, substituto de Kaká, e à dependência do ataque pelo lado direito.

maicon brasil fabio coentrão portugal

O Brasil, que ouviu vaias de parte da torcida após o apito final, acumulou sete pontos em sua chave, contra cinco dos portugueses, quatro dos marfinenses e nenhum dos norte-coreanos. Agora espera a rodada decisiva do Grupo H, nesta tarde (a partir de 15h30m), para conhecer o segundo colocado, que será seu adversário nas oitavas de final, na próxima segunda-feira, às 15h30m (de Brasília). Portugal, que alcançou 19 partidas de invencibilidade e terminou a primeira fase da Copa sem sofrer gol, pegará o líder do Grupo H na terça-feira, no mesmo horário. Na outra partida da rodada decisiva do Grupo G, a Costa do Marfim conseguiu uma inútil vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Norte.

Com a missão cumprida, a seleção brasileira tem a vantagem de percorrer um caminho teoricamente mais fácil até a final. Depois das oitavas, se for avançando, encara Holanda ou Eslováquia nas quartas, e Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana na semifinal. Do outro lado da chave, Argentina, Alemanha, Inglaterra e Portugal batalham por uma vaga na decisão.

As duas seleções apresentaram surpresas em suas escalações. O Brasil, além da entrada de Daniel Alves e Julio Baptista, teve Nilmar substituindo Robinho, poupado. Portugal foi mais radical nas mexidas, com quatro alterações: entraram Ricardo Costa, Duda, o brasileiro Pepe e Danny.

Primeiro tempo nervoso: sete cartões amarelos


Os primeiros minutos da partida mostraram o objetivo de Portugal com as mudanças: reforçar a marcação, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa, e sair no contra-ataque. E foi exatamente pelo lado mais congestionado do campo que o Brasil buscou seus ataques, com Daniel Alves se aproximando de Maicon e tentando achar espaços pelo meio. No outro canto, Nilmar se posicionava às costas de Ricardo Costa, esperando por uma falha. Mas ficava isolado, já que Michel Bastos não avançava, e Julio Baptista não passava por ali.

felipe melo brasil cartão amarelo

Se o Brasil avançava com Maicon, Portugal aproveitava o espaço deixado pelo lateral-direito para conseguir seus ataques. Na melhor oportunidade, Coentrão deu passe aéreo da esquerda para Tiago na entrada da área. O meia pegou de primeira, num lance bastante plástico, mas de pouco perigo. O craque Cristiano Ronaldo - eleito o melhor em campo pela terceira vez seguida - jogou mais centralizado, em vez de se deslocar pelas pontas, e não assustou na primeira etapa. Conseguiu apenas um chute de fora da área, defendido sem problemas por Julio Cesar. Poderia ter uma segunda chance, se Juan não colocasse a mão na bola, interceptando bom lançamento de Duda e recebendo cartão amarelo.

A advertência não foi apenas para o zagueiro. Outros seis jogadores - quatro portugueses e dois brasileiros - também ficaram pendurados, um recorde nesta Copa para os 45 minutos iniciais. E às vezes em lances ríspidos. Felipe Melo distribuiu entradas duras e sofreu um pisão de Pepe, que fez o sinal de "1 a 1" para ele, após claro revide. Dunga preferiu poupar o volante de uma lesão mais grave no tornozelo e de um cartão vermelho desnecessário, trocando-o por Josué.

A seleção brasileira, que teve 63% de posse de bola na primeira etapa, esteve perto de tirar o zero do placar. Mesmo isolado, Nilmar teve duas boas chances. Uma foi criada por ele mesmo, após dar chapéu em Ricardo Costa e isolar a bola em seguida. A outra veio em passe primoroso de Luis Fabiano: Nilmar se esticou e conseguiu concluir a gol, mas esbarrou em boa defesa de Eduardo, que espalmou para o travessão. Luis Fabiano também teve a sua oportunidade, cabeceando com estilo após cruzamento de Maicon. A bola passou raspando a trave.

DUNGA GARANTE QUE NÃO ESTÁ FELIZ

Atuação contra Portugal
Foi um jogo difícil. A equipe portuguesa se colocou atrás do meio-campo e dificultou a penetração dos nossos jogadores. Foi um jogo truncado, com muitas faltas. Os times não davam seqüência às jogadas. Mas, mesmo assim, tivemos duas ou três chances para fazer o gol.

Feliz com o resultado?
Não estamos felizes, pois queremos ganhar sempre. Mesmo com resultado a nosso favor, nós atacamos e equipe deles. Essa é uma característica do Brasil.

Ausências de Kaká e Robinho
Acho que são jogadores excepcionais. Mas eles também teriam dificuldades hoje (sexta). Talvez o Robinho acrescentasse mais pelos dribles, pois os espaços estavam reduzidos. Tivemos pouco espaço pra penetrar.

A escalação de Nilmar
É um artilheiro e tem velocidade. É um jogador rápido, tem características diferentes das do Robinho, que sentiu uma dor muscular.

Elano volta nas oitavas?
É seguro que ele joga. Está tranqüilo.

Substituição de Felipe Melo ainda no primeiro tempo
O Felipe teve uma torção. Era mais prudente ele não continuar até o fim da partida.

Muitos erros de passe do Brasil
É normal quando 20 jogadores ocupam praticamente a mesma faixa dentro de campo. Os espaços ficaram reduzidos. Nós forçamos pelo meio, eu gostaria que jogássemos mais pela lateral. Mas, pela ânsia e vontade de vencer, o time insistiu muito pelo meio.

Argentina? Só na final
Nós estamos pensando nos adversários que temos pela frente. Se o Brasil tem que se preocupar com eles (argentinos), eles também devem se preocupar com a gente. Eles devem se lembrar do resultado das eliminatórias (O Brasil ganhou na Argentina por 3 a 1).

Treino com crianças na véspera
Futebol é a alegria do povo. Copa do Mundo é um evento no qual não se tem religião, política, classe econômica... é só alegria. Sempre que for possível, nós vamos deixar o torcedor estar perto da seleção, principalmente as crianças. Estamos em um local onde elas nunca viram esses jogadores. Todos nós já fomos criança um dia. Essa é uma oportunidade única pra eles verem esses jogadores de perto.

Lúcio ou Cristiano Ronaldo como melhor em campo?
Eu como treinador elegeria o Lucio, pois ele interceptou todas as bolas, organizou a defesa e saiu jogando. Mas quem escolhe deve ter visto algumas coisas boas no Cristiano. No jogo de hoje (sexta), ele não pôde demonstrar seu melhor futebol porque encontrou o Lúcio pela frente.

Média de gols baixa na Copa
As equipes que perdem a bola voltam inteiras para defender. E a preparação das equipes está sendo boa. Veja a Nova Zelândia, que não é tradicional. Conseguiu três empates. Os times estão evoluindo dentro do passo de cada um, e não serão em todos os jogos que veremos tantos gols.

ESQUADRILHA DA FUMAÇA ENCANTA EM COPACABANA

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Após o jogo entre Brasil e Portugal, os aviões da esquadrilha da fumaça fizeram durante 12 minutos diversas acrobacias, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Os aviões escreveram no céu as palavras Hexa Brasil e Jogos Mundiais Militares, este último se refere ao evento que acontece, no Rio, de 16 a 24 de julho de 2011.

As manobras atraíram os olhares atentos dos torcedores que foram assistir ao jogo na arena Fifa Fan Fest, na Praia de Copacabana.

O resultado não agradou aos brasileiros, que esperavam uma vitória, e, não o placar de 0 a 0. Mesmo assim, a torcida não desanimou e curte, na tarde desta sexta-feira, os shows da bateria do Salgueiro e do grupo de forró Falamansa.

Aviadores chegaram ao Rio na quinta-feira
 
Na tarde da quinta-feira, os sete capitães aviadores que pilotam os aviões da esquadrilha da fumaça chegaram ao Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, para treinar as manobras em homenagem à seleção brasileira.

Os pilotos da esquadrilha da fumaça fizeram diversas manobras, entre elas, uma que foi campeã de várias concursos e está no livro dos recordes.

Tenho certeza que todos vão gostar. Quando os aviões criarem no céu um coração, a fumaça vai soltar a frase Hexa Brasil, contou o capitão.

EM LISBOA, CLIMA É DE DECEPÇÃO

Torcedores com camisas de Portugal e Brasil viram o jogo 
juntos na Praça da Figueira

Em um jogo que dificilmente eliminaria alguém, portugueses e brasileiros curtiram junto, em Lisboa, a partida que terminou em 0 a 0 há pouco em Durban, na África do Sul. Já no intervalo, alguns torcedores apostavam nesse resultado. No fim, ambos comemoraram da mesma maneira a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo 2010.

Cerca de 2 mil pessoas se reuniram no Largo do Rossio, um dos pontos mais tradicionais da capital portuguesa, para acompanhar o duelo entre as duas seleções. Disputas, só de gritos e vuvuzelas. Com poucos lances de perigo - como a bola na trave de Nilmar no primeiro tempo e a tentativa de Danny, no segundo - os torcedores tiveram para comemorar pouco mais do que a infindável série de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro.

HOSPITAL DE SÃO PAULO LIBERA VUVUZELAS

Para comemorar os jogos do Brasil na Copa do Mundo, as vuvuzelas foram liberadas dentro do Instituto do Câncer de São Paulo. Médicos, enfermeiros e recepcionistas acompanham o jogo do anfiteatro do hospital. Até os pacientes assistem aos jogos da seleção brasileira.

Se no hospital foi permitido torcer, não faltou alegria também na padaria do português José Maria, que mora no Brasil há 45 anos e tem metade do coração verde e amarelo. Ela está toda enfeitada com bandeiras e doces do Brasil. Entretanto, a maior bandeira que enfeita o local é a de Portugal.

As encomendas do estabelecimento triplicaram nas últimas semanas, principalmente nos dias dos jogos do Brasil.

LUSO-BRASILEIROS COMENTAM O PLACAR

O empate entre Brasil e Portugal caiu como uma luva para os torcedores da colônia portuguesa do Rio que foram ver o jogo no Cadeg, na Zona Norte da cidade, na manhã desta sexta-feira. Com cores dos dois times espalhadas pelo local, o resultado foi considerado justo pelos luso-brasileiros.

Foi justíssimo. Mas, confesso, que torci mais nos ataques do Brasil, contou Nelson Correia. Já Flávio vibrou mais com Portugal. Mas foi justo. Nenhuma das duas seleções jogou muito bem, ponderou. As duas seleções se respeitaram e o empate foi o melhor resultado, disse Jorge Vasconcellos.

DESABRIGADOS DE AL ACOMPANHAM JOGO DO BRASIL

Moradores de Murici (AL) que tiveram suas casas atingidas pelas cheias acompanham a Copa do Mundo em um abrigo, nesta sexta-feira. Eles instalaram uma televisão para assistir ao jogo Brasil contra Portugal.

Desabrigados acompanham o jogo do Brasil na Copa, em Alagoas

No estado, foram confirmadas 34 mortes causadas pela chuva desde a semana passada. Em Pernambuco, foram 17 óbitos. Com isso, o número de mortes nos dois estados chega a 51.

No total, em Alagoas, mais de 180 mil pessoas foram afetadas e 76 permanecem desaparecidas. Em balanço divulgado nesta sexta-feira, o governo alagoano informa que 28 municípios relataram problemas causados por enchentes. Quinze decretaram estado de calamidade pública -- Murici faz parte dessa lista.

Televisão foi instalada em local que abriga moradores de 
Murici que tiveram de sair de suas casas

Os trabalho de atendimento às famílias prejudicadas e de busca e salvamento contam com a participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, de policiais e bombeiros de Alagoas e de outros estados e de voluntários.

Cinco municípios permanecem sem abastecimento de água. São eles: Branquinha, Murici, Paulo Jacinto, Capela e Jacuípe.

Em Branquinha, foram instaladas barracas do Exército para atendimento médico. Em Santana do Mundaú, já está em funcionamento um hospital de campanha, com a atuação de profissionais do Rio de Janeiro.