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22 de junho de 2010

ARGENTINA CONSEGUE CLASSIFICAÇÃO

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Mesmo sem show de Lionel Messi, que só acordou apenas nos minutos finais e acertou uma bola na trave, o mistão da Argentina fez o seu papel nesta terça-feira, venceu a Grécia por 2 a 0 em Polokwane e garantiu a liderança do Grupo B da Copa do Mundo, com gols de Demichelis e Palermo. Assim, o time de Diego Maradona vai enfrentar o México nas oitavas de final, no próximo domingo, no Soccer City.

Após duas boas partidas na África do Sul, o canhoto e baixinho Messi entrou em campo com a camisa 10 azul da Argentina, pressionado para relembrar os melhores dias do uniforme na pele de Maradona. Sem Mascherano, ganhou até a braçadeira de capitão, como voto de confiança do treinador, antigo dono do posto. Há exatos 24 anos, o Pibe usou o uniforme reserva dos hermanos e marcou dois gols históricos contra a Inglaterra, nas quartas do Mundial no México (um de placa e a Mão de Deus). Em 1994, fez seu último tento – com a mesma camisa – em Copas na goleada de 4 a 0 sobre os gregos.

maradona messi montagem argentina

Aos 22 anos, Messi tornou-se o capitão mais jovem da história argentina em Mundiais, superando Passarella, que em 1978 tinha 25. Na Copa de 1986, Maradona foi o capitão com 26. O Pibe cumpriu a promessa de poupar seus jogadores (só Samuel está machucado e Gutierrez suspenso) e escalou apenas quatro titulares: Messi, o goleiro Romero, o zagueiro Demichelis e o meia Verón, recuperado de lesão.

Antes de a bola rolar, um momento família. Carlitos Tevez, que não jogou, foi até a torcida e pegou a filha no colo. Dentro do gramado, virou a menina de cabeça para baixo, colocou nas costas, caminhou de mãos dadas e se divertiu.

Do outro lado, o técnico Otto Rehhagel não queria saber de diversão. Ainda confiante na classificação, ele não se expôs diante do time B de Don Diego: deixou Samaras solitário no ataque e armou sua retranca, com Sokratis na cola de Messi.

Se a intenção dos gregos era amarrar o jogo, o primeiro tempo foi um sucesso: pouca coisa aconteceu no gramado em Polokwane. Os primeiros lances de perigo só vieram aos 17 minutos, quando o goleiro Tzorvas fez duas boas defesas em chutes de Agüero (dentro da área) e Verón (fora dela).

Papadopoulos Grécia

Messi só deu as caras aos 22, quando driblou Sokratis e levou a primeira pancada do dia. Por falar em pancada, Papadopoulos levou a pior numa dividida e deixou o campo com a boca sangrando. Voltou com um gigantesco chumaço de algodão na boca.

Como a Grécia não incomodou durante todo o primeiro tempo, a Argentina resolveu agir. Tudo bem que as duas melhores chances só vieram aos 45 minutos. Primeiro com Máxi Rodriguez, que recebeu livre na área e bateu para a defesa de Tzorvas. O goleiro apareceu de novo logo em seguida, espalmando para escanteio um chute de Messi, que deu um corte seco no zagueiro e bateu de fora da área.

Na saída para o intervalo, Maradona não parecia nada satisfeito. Ao contrário dos dois primeiros jogos, quando cumprimentou todos os jogadores, caminhou direto para o túnel com cara de poucos amigos.

Logo no segundo minuto da etapa final, Demichelis deixou o Pibe mais zangado ainda. Após falhar grosseiramente no gol da Coreia do Sul na rodada passada, o camisa 2 caiu sentado em disputa de bola com Samaras, que recebeu lançamento longo, passou pelo zagueiro, invadiu a área e bateu cruzado, rente à trave de Romero. Do lado de fora, Maradona só cruzava os braços.

Os gregos apostavam em Samaras contra a duvidosa defesa argentina. Mas o camisa 7 ficava sozinho na frente, recebendo chutões. Do outro lado, Messi rodava de um lado para o outro. Parecia procurar Tevez, Di Maria, Higuaín... chegou a trombar com Maxi Rodríguez, que não saiu de sua frente em uma jogada aos oito. Quatro minutos depois, o outro Rodríguez, Clemente, arriscou de longe, para fora.

A torcida argentina, maioria entre os 38.891 presentes no estádio Peter Mokaba, se empolgou. Mas os hermanos só voltaram a ter uma chance dez minutos depois. A antepenúltima de Messi. Em uma falta de longe, o camisa 10 bateu bem, e Tzorvas salvou.

O gol argentino começou a amadurecer aos 24. Verón cobrou escanteio, Demichelis raspou de cabeça, a bola ficou com Bolatti na pequena área e o volante chutou em cima do goleiro. Cinco minutos depois, uma cena digna de Trapalhões na defesa grega. Tzorvas chutou a bola, mas ela bateu em Moras e saiu. O goleiro ficou zangado e reclamou do posicionamento do volante.

Aos 32, enfim, o gol argentino. Messi cobrou escanteio da esquerda, e Demichelis se redimiu das lambanças. Ele cabeceou, a bola bateu no braço de Diego Milito e voltou para o zagueiro, que encheu o pé: 1 a 0, 100% de aproveitamento. A torcida pediu vamos, vamos, e a Argentina foi.

Messi ainda teve mais duas oportunidade. Uma aos 40, resultado de uma tabelinha com Di Maria e um chute de fora da área que explodiu na trave. Depois, aos 43, costurou de novo a defesa adversária e bateu para mais uma defesa de Tzorvas. Desta vez, a Jabulani sobrou redonda para Martin Palermo. O atacante empurrou para dentro e fechou o placar em 2 a 0. Messi não balançou a rede, mas ao menos justificou a braçadeira que carregava no braço.

PORTAL TERRA COMETE GAFE

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Essa imagem aí se tornou hit na internet após ser estampada na capa do portal Terra. Mas será que isso significa algo?

17 de junho de 2010

GRÉCIA QUEBRA JEJUM HISTÓRICO SOBRE NIGÉRIA

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Fazer um gol em Copa não é exatamente uma tarefa das mais simples. A Grécia que o diga. Após passar seus quatro jogos anteriores em Mundiais num jejum de dar gosto, os helênicos ainda saíram perdendo para a Nigéria nesta quinta-feira e pareciam condenados a esticar a seca. Aos 44 minutos do primeiro tempo em Bloemfontein, o cenário mudou. Foi de Salpingidis, atacante de 28 anos, o chute forte que desviou no zagueiro, matou o goleiro e foi cair direto nos livros de história do futebol grego. Como se não bastasse, o time de branco ainda resolveu fazer outra coisa que nunca tinha feito: vencer o jogo. Em uma virada que parecia improvável, a equipe bateu os africanos por 2 a 1 e embolou a luta pela segunda vaga no Grupo B.

O goleiro-herói Enyeama, que vinha tendo mais uma atuação espetacular, bateu roupa no gol da virada grega e deixou o campo do estádio Free State aos prantos. Outro vilão nigeriano foi Kaita, expulso de forma infantil ao tentar agredir um rival ainda no primeiro tempo. O gol de Uche, que abriu o placar aos 15, acabou se tornando inútil depois que Salpingidis fez o seu e Torisidis fechou a tampa aos 26 da segunda etapa. Quando o colombiano Oscar Ruiz apitou o fim do jogo, os gregos se jogaram no chão, de joelhos, cientes do caráter histórico da vitória.

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A Argentina lidera a chave com duas vitórias e seis pontos. Gregos e sul-coreanos têm três cada, e a Nigéria ainda não somou pontos. Ainda assim, a equipe africana mantém um fio de esperança na classificação, mas precisa vencer a Coreia do Sul na terceira rodada e torcer por uma derrota grega para a Argentina. Os dois jogos estão marcados para o dia 22, às 15h30m (20h30m de Joanesburgo).

12 de junho de 2010

COREIA DO SUL É PRIMEIRO TIME A GANHAR

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Nas arquibancadas, a batalha foi indigesta. Os torcedores da Coreia do Sul levaram seus tambores para o estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, mas não conseguiram abafar as barulhentas vuvuzelas dos sul-africanos. Dentro do campo, a missão foi bem mais fácil. A seleção asiática dominou uma apática Grécia neste sábado e venceu com tranquilidade por 2 a 0. Após os dois empates da véspera, coube aos sul-coreanos arrancar a primeira vitória na Copa do Mundo.


Ainda não foi desta vez que a Grécia fez um gol em Mundiais. Jogando um futebol burocrático, a equipe do técnico Otto Rehhagel até conseguiu mostrar alguns lampejos no segundo tempo, mas manteve a tradição e chegou à quarta derrota em quatro jogos – as outras três foram em 1994. Como se não bastasse a crise econômica no país, os gregos ainda foram obrigados a ver uma estreia amarga no futebol.

Park Ji-Sung comemoração Coreia do Sul

A Coreia do Sul passa a ser a primeira seleção asiática a bater uma europeia fora de casa em Copas. O jogo que deveria ser a primeira pelada do Mundial da África do Sul acabou sendo um jogo movimentado, que deixou os torcedores satisfeitos no estádio – menos os gregos, claro.

O sol em Porto Elizabeth não chegou a castigar os jogadores, que entraram em campo sob temperatura amena no início da tarde de sábado. O técnico da Grécia, Otto Rehhagel, surpreendeu ao deixar no banco Krygiacos, bom no jogo aéreo. Salpingidis também começou na reserva, dando lugar a Samaras no esquema 4-3-3.

O sul-coreano Huh Jung Moo armou seu time no 4-3-2-1. Park Chu-Young era o único na frente, mas nem por isso ficou isolado. Foi a Coreia a protagonista das principais tramas ofensivas do primeiro tempo.
O primeiro susto, contudo, quem deu foi a Grécia, logo aos três minutos. Torosidis perdeu ótima chance ao receber o cruzamento na entrada da pequena área e chutar para fora.

Aos sete, os tambores falaram mais alto quando o lateral Young-Pyo cobrou falta na ponta esquerda, perto da bandeirinha de escanteio. O goleiro não saiu, e a bola passou por cima toda a defesa grega para encontrar Li Jung-Soo livre. Na pequena área, de frente para o gol, ele só escorou para o fundo da rede.

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O foco migrou para o árbitro neozelandês Michael Hester aos 15, quando ele ignorou um pênalti de Torosidis no meia Chung-Young – não confundir com o atacante Chu-Young. Ele fez bela jogada pela direita e, dentro da área, foi deslocado pelo joelho do rival. Os telões do estádio não faziam cerimônia e mostravam replays de lances, inclusive os mais polêmicos.

Diante de uma Grécia apática, a Coreia criou as melhores chances do primeiro tempo, mas nem assim evitou vexames como o de Chu-Young. Aos 22, o atacante recebeu livre dentro da área e concluiu com um chute constrangedor de tão torto.

Aos 27, Park Ji-Sung teve seu primeiro momento de brilho. O atacante do Manchester United enfiou um lançamento preciso para Chu-Young, que entrou nas costas da zaga, mas demorou demais para concluir. O zagueiro Vyntra atrapalhou o chute, que acabou desviado pelo goleiro Tzorvas com o pé esquerdo.

No intervalo, Otto Rehhagel mostrou que não estava satisfeito com seu capitão. Karagounis deu lugar a Patsa. Salpingidis também entrou, no lugar de Samaras, na tentativa de criar alguma chance para uma seleção que só tinha chutado a gol uma vez no primeiro tempo.

Otto só não podia prever que seu zagueiro entregaria o ouro logo aos seis minutos da segunda etapa. Vyntra errou um domínio de bola no meio campo e perdeu a bola para Park Ji-Sung. O astro coreano partiu em direção à área e, com tranquilidade, bateu cruzado na saída de Tzorvas. Coreia 2 a 0.

Salpingidis apareceu bem pela primeira vez aos 25, quando ganhou na força pelo lado esquerdo e rolou para a conclusão de Kapetanos, que tinha substituído Charisteas. A Jabulani saiu por cima do gol de Jung Sung Ryong, e os torcedores levaram as mãos às cabeças nas arquibancadas.

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As substituições de Rehhagel surtiram efeito, e o futebol da Grécia melhorou. Aos 35, Gekas matou a bola dentro da área e, de virada, obrigou Sung-Ryong a fazer grande defesa de mão trocada, mandando a escanteio. A resposta foi imediata, com belo chute de Chu-Young, que Tzorvas se esticou para espalmar pela linha de fundo. Aos 40, o goleiro grego apareceu mais uma vez, salvando em chute rasteiro de Chung-Yong.

O esforço grego no segundo tempo se mostrou inútil. Àquela altura, já era tarde para evitar mais uma derrota. A Coreia chegou a ensaiar um olé e, sem sustos, estreou com o pé direito na Copa.