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28 de junho de 2010

BRASIL GANHA REFORÇO COM TORCIDA DE ASHTON KUTCHER

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A torcida brasileira ganhou um reforço para torcer pelo jogo desta segunda-feira contra o Chile, nas oitavas de final. Trata-se de Ashton Kutcher.

O ator americano, usando a camisa número 10 do jogador Kaká, lançou sua campanha pela seleção brasileira minutos antes do início da partida: Quem está pronto para o futebol?, perguntou o ator para seus seguidores no microblog.

Empolgado, o ator vibrou durante os gols do Brasil no primeiro tempo da partida: GOOOOOOOOOOOOOL!!!, comemorou Ashton com seus seguidores.

CHILENOS SE DECPECIONAM APÓS DERROTA

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Antes do jogo, boa parte dos chilenos que aguardavam o apito inicial no Paseo Ahumada, em Santiago, apontavam um placar de 1 a 0 para a seleção local contra o Brasil. Mas o otimismo visto no principal ponto de concentração de torcedores de Santiago virou tristeza e até briga antes do início do segundo tempo. Os gols de Juan e Luis Fabiano, que abriram a vitória brasileira em Joanesburgo, calaram a torcida que sonhava com a classificação para as quartas de final. 

Os gritos de Chi-chi-chi le-le-le Viva Chile foram empolgados durante o início do jogo. Mas o gol de cabeça de Juan acabou com a empolgação. Garotos choravam enrolados em bandeiras do Chile. Em outro canto da praça, uma briga entre alguns torcedores terminou com a prisão de um deles pela polícia.

BRASIL VENCE O CHILE E CARIMBA PASSAPORTE PARA QUARTAS

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Freguesia é coisa para ser respeitada, e o Brasil manteve sua tradição diante do Chile na noite desta segunda-feira no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Mesmo desfalcado de Felipe Melo e Elano, machucados, a seleção venceu pela sexta vez seguida o rival, o maior freguês desde que Dunga assumiu o cargo, em 2006. Os 3 a 0 sobre a equipe do argentino Marcelo Bielsa garantiram os brasileiros nas quartas de final da Copa da África do Sul.

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A receita verde-amarela para ganhar foi bem conhecida: bola parada na cabeçada de Juan, contra-ataque mortal para Luis Fabiano marcar e, para completar, gol de Robinho após roubada de bola de Ramires. Foi a oitava vez que o atacante do Santos balançou as redes chilenas, igualando-se a ninguém menos que Pelé como maior carrasco do adversário. Ele foi eleito o melhor em campo em votação no site da Fifa.

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O terceiro triunfo sobre o Chile em jogos decisivos de Copa (os outros foram na semifinal em 1962 e nas oitavas em 1998) pôs a equipe de Dunga frente a frente a outro rival conhecido, a Holanda. A quarta partida entre os países em Mundiais será na sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay.

Quatro minutos de susto. E só


Os primeiros quatro minutos de jogo deram a impressão de que o Chile colocaria na prática a formação ofensiva que apresentou no papel - com Beausejour, Alexis Sánchez, Mark González e Suazo. Foi o período do jogo em que o Brasil esperou em seu campo defensivo, viu o adversário tocar a bola e teve apenas 27% de posse de bola. Um contra-ataque mal aproveitado por Luis Fabiano, com um chute fraco e para fora, mudou o panorama.

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A partir de então, o Brasil tomou para si a iniciativa do jogo e teve pela frente um adversário que se limitou a defender. Com boa movimentação no meio-campo, o time de Dunga encontrou espaços com facilidade, mas falhou nas tabelas, interrompidas por erros de passe. Os chutes de fora da área, que em princípio pareciam uma opção a mais, transformaram-se na principal arma ofensiva nos primeiros 30 minutos. Gilberto Silva e Ramires arriscaram, colocando Bravo para trabalhar um pouco.

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Na defesa, no entanto, os volantes pouco ajudavam na saída de bola, obrigando Julio Cesar e os zagueiros a apelarem para chutões para frente. O Brasil reclamou de um pênalti em Lúcio, mas conseguiu abrir o placar quando tentou consertar um dos seus erros, a pouca iniciativa pelas pontas. Numa rara jogada de linha de fundo, Maicon conseguiu escanteio que ele mesmo cobrou. Protegido por Lúcio e Luis Fabiano, Juan saltou e cabeceou, vendo a bola passar sobre a mão do baixinho Bravo (de 1,83m) e fazendo 1 a 0 aos 34 minutos. Foi seu sétimo gol pela seleção, o quarto sobre o Chile.

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A seleção aproveitou a vantagem e se manteve no ataque, chegando ao segundo gol três minutos depois. Se abriu 1 a 0 em um lance de bola parada, fez 2 a 0 em outra especialidade desse time: o contra-ataque.

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Robinho correu pela esquerda e encontrou Kaká no meio, na entrada da área. Com apenas um toque, típico do camisa 10, ele deixou Luis Fabiano na cara do goleiro. O atacante, que um minuto antes se atrapalhara sozinho em um toque de calcanhar, driblou Bravo com estilo e fez seu terceiro gol nesta Copa. O jogo, complicado até os 34 minutos, chegou ao intervalo com boa vantagem no placar para a seleção.

Ramires ajuda no gol, mas leva amarelo


O Chile fez duas alterações para a segunda etapa, entrando Tello e Valdivia nos lugares de Contreras e González. Mas a postura continuou a mesma, de excessivo respeito. O time de Marcelo Bielsa não se jogou ao ataque e sofreu com erros de passe no meio-campo, problema compartilhado pelo Brasil, que com isso teve dificuldade para aproveitar os espaços fartos. Kaká, que não esteve numa noite inspirada, apesar da assistência, errou passe fácil aos sete minutos, o que deixaria Robinho na cara do gol.

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Se não estava tão fácil construir jogadas, o melhor jeito de chegar ao gol foi destruindo. Ramires roubou bola no meio-campo e acelerou em direção à área, livrando-se de dois marcadores e desviando a bola do terceiro, dando passe para Robinho. O atacante chutou e tirou a bola do alcance do goleiro, fazendo 3 a 0 aos 14 minutos. Desencantou no Mundial na África do Sul, marcando seu primeiro gol.

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Com uma vantagem tranquila no placar, diante de um adversário que não ameaçava, o Brasil tinha a preocupação principal de não ter um jogador suspenso para as quartas de final. Fracassou nessa missão.

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Ramires fez falta dura e desnecessária e recebeu seu segundo cartão amarelo na competição. Quatro minutos depois, Dunga resolveu mexer no time pela primeira vez, trocando Luis Fabiano - outro pendurado - por Nilmar.

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Num jogo morno nos últimos 20 minutos, o Brasil ainda teve boa chance de marcar o quarto gol, mas Bravo fez defesa em chute cruzado de Robinho. E Julio Cesar enfim entrou em ação, aos 29 minutos, em jogada individual do isolado Suazo, que em outro lance chutou uma bola que quicou no travessão. Sem muito com o que se preocupar, Dunga promoveu a estreia de dois jogadores, Kleberson e Gilberto, que substituíram Kaká e Robinho, respectivamente.

LULA APOSTA CACHAÇA EM BOLÃO

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva apostou com o vice José Alencar e alguns ministros uma garrafa de cachaça antes do duelo entre Brasil e Chile, nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília), em Johannesburgo. O confronto é válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul.

Dos 10 participantes do bolão, todos apostaram em vitória da Seleção de Dunga sobre a equipe do argentino Marcelo Bielsa. O vencedor da brincadeira leva para casa uma garrafa da cachaça Maria da Cruz, da família do vice-presidente José Alencar, que tem como preço de mercado valores entre R$ 15 e R$ 22.

Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República) - Brasil 4 x 1 Chile

José Alencar (vice-presidente da República) - Brasil 5 x 0 Chile

Erenice Guerra (ministra-chefe da Casa Civil) - Brasil 2 x 1 Chile

Alexandre Padilha (ministro das Relações Institucionais) - Brasil 2 x 0 Chile

General Jorge Félix (chefe do Gabinete de Segurança Institucional) - Brasil 3 x 1 Chile

Paulo Bernardo (ministro do Planejamento) - Brasil 3 x 1 Chile

Luiz Dulci (chefe da Secretaria-Geral da Presidência) - Brasil 2 x 1 Chile

Nelson Jobim (Ministro da Defesa) - Brasil 2 x 0 Chile

Franklin Martins (secretário da Comunicação da Presidência) - Brasil 2 x 0 Chile

Gilberto Carvalho (chefe do Gabinete da Presidência) - Brasil 3 x 0 Chile

HISTÓRICO É MUITO FAVORÁVEL AO BRASIL

Se olhar para o retrospecto recente contra o Brasil, o Chile entrará em campo nesta segunda-feira, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Ellis Park, em Johannesburgo, com um sentimento derrotista.

Diante dos chilenos, os brasileiros marcaram pelo menos três gols nos últimos seis confrontos - nos cinco mais recentes, o comandante era justamente Dunga.

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A série de massacres começou no dia 4 se setembro de 2005, com uma goleada pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. O cenário se repetiu ainda em um amistoso, em dois jogos pela Copa América de 2007 e em duas partidas pelas Eliminatórias para o Mundial de 2010. 

Nestes seis jogos, o Brasil marcou 25 gols, média superior a quatro por partida. A maior goleada veio na Copa América da Venezuela: 6 a 1, em partida que culminou com a mudança técnica na seleção do país.
Marcelo Bielsa, o atual técnico, assumiu o time e não conseguiu mudar a história contra o Brasil. Derrotas por 3 a 0 em Santiago e 4 a 2 fora de casa, ambas pelas Eliminatórias para o Mundial da África do Sul.

O Chile não vence o Brasil desde o dia 15 de agosto de 2000, quando ganhou de 3 a 0 pelas Eliminatórias para a Copa de 2002. Antes da série de massacres, mais três jogos, com duas vitórias brasileiras e um empate.


15/08/2000 - Chile 3 x 0 Brasil - Eliminatórias
07/10/2001 - Brasil 2 x 0 Chile - Eliminatórias
06/06/2004 - Chile 1 x 1 Brasil - Eliminatórias
08/07/2004 - Brasil 1 x 0 Chile - Copa América
04/09/2005 - Brasil 5 x 0 Chile - Eliminatórias
24/03/2007 - Brasil 4 x 0 Chile - Amistoso
01/07/2007 - Brasil 3 x 0 Chile - Copa América
07/07/2007 - Chile 1 x 6 Brasil - Copa América
07/09/2008 - Chile 0 x 3 Brasil - Eliminatórias
09/09/2009 - Brasil 4 x 2 Chile - Eliminatórias

BRASIL INICIA MATA-MATA COM OBRIGAÇÃO DE VENCER

É a primeira final de Dunga como técnico. No gelado Parque Ellis, hoje às 15h30 (horário de Brasília), a seleção brasileira enfrenta o Chile como superfavorita.


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Kaká, Robinho e Luís Fabiano terão pela frente um time muito mais fraco tecnicamente e com uma postura de franco atirador. Está condicionado pelo seu treinador Marcelo Bielsa para atacar, independente de quem seja o adversário. Ter pela frente um adversário tão corajoso, ou suicida, é tudo o que Dunga pediu aos céus nestas oitavas de final.

O time brasileiro nasceu para contragolpear em velocidade. Por isso tem um retrospecto mais do que favorito contra o Chile de Bielsa. É a partida que tem tudo para servir como a da arrancada da seleção neste Mundial da África. Ganhar bem e impressionar as demais seleções que ainda estão na África. A única desclassificação do Brasil em oitavas de final foi em 1990, na Itália, contra a Argentina, há exatos 20 anos. Dunga sabe da importância do jogo.
- Nós temos conseguido bons resultados contra eles, mas futebol não vive de passado. Estatísticas não me servem. O importante é esta partida. Vale uma vaga para as quartas de final da Copa. Uma derrota custa a volta para casa. O Brasil não pode perder o foco de tudo o que estará em jogo. Não me interessa essa história de favoritismo. O Chile evoluiu muito com o Bielsa. Não existe jogo fácil em Copa do Mundo.

Ele sabe que a pressão é enorme sobre o Brasil. Ainda mais porque a seleção não empolgou na primeira fase. Coreia do Norte e Portugal travaram o toque de bola brasileiro com duas linhas de quatro e cinco jogadores atrás da bola. A Costa do Marfim se abriu um pouco mais e perdeu por 3 a 1, no jogo mais fácil. Há a certeza de que os chilenos irão atacar ainda mais.

Dunga e seu auxiliar Jorginho decoraram a partida entre Chile e Espanha. Os dois a consideram uma versão do que deve acontecer em Johannesburgo. Os comandados de Bielsa enfrentaram uma equipe mais forte. Mesmo correndo o risco da eliminação da Copa, compraram a briga. Atacaram e foram atacados. Foi um dos melhores jogos da Copa. A Espanha venceu suando sangue por 2 a 1, mas os dois times perderam vários gols.

O Brasil entrará em campo da sua maneira tradicional. Dunga quer o time compacto atrás. Com uma forte pegada no meio de campo. E velocidade nos contragolpes. Ele tem a certeza de que vencerá essa partida roubando a bola e explorando a rapidez e velocidade do ataque da Seleção. Ainda mais porque há a certeza da volta de Robinho e Kaká ao time. O meia, expulso contra Portugal, ficou uma semana apenas se preparando fisicamente para este jogo. E Robinho foi poupado contra Portugal para as partidas eliminatórias.


A pedido de Dunga, todas as declarações nas últimas entrevistas foram contidas para não estimular os chilenos. Veloz e habilidoso, Robinho marcou seis gols nas últimas quatro partidas contra os chilenos. Já marcou sete vezes contra eles na carreira. Só Pelé fez mais, oito gols.

Elano também deve voltar ao time. Teve uma súbita melhora e vai ajudar a deixar ainda mais compacta a equipe. Fábio Melo ainda é dúvida. A tendência é que jogue, já que participou do último treino, mas Josué está de sobreaviso. No treino ele foi muito explorado o deslocamento em velocidade de Robinho e Luís Fabiano, assim que a bola chegava em Kaká na intermediária. Maicon e Michel Bastos também deverão apoiar mais do que o normal, quando o meio de campo brasileiro roubar a bola dos chilenos.

Gilberto Silva, ainda no vestiário depois do empate contra Portugal,alertava que o trabalho dos volantes no jogo contra o Chile será fundamental.

Ele sabia muito bem como o Brasil se prepararia para o jogo. A estratégia 3-3-1-3 de Bielsa se encaixa perfeitamente no 4-3-1-2 brasileiro.

Todo o esquema de Dunga se baseia nos contragolpes. Foi assim que ele aprendeu a ganhar dos chilenos. E não vai mudar.

25 de junho de 2010

BRASIL E ESPANHA SÓ SE PEGAM EM FINAL. CHILE É ADVERSÁRIO DAS OITAVAS

Brasil x Espanha? Só se for no dia 11 de julho. O confronto entre dois dos maiores favoritos ao título na África do Sul só pode acontecer caso os dois cheguem à final. Com um jogão no primeiro tempo e clima morno no segundo, a Fúria venceu o Chile por 2 a 1 nesta sexta-feira, em Pretória, e garantiu o primeiro lugar do Grupo H. O resultado coloca a seleção chilena no caminho do time de Dunga nas oitavas de final. O atual campeão europeu foge dos pentacampeões mundiais, mas terá um clássico pela frente: o vizinho Portugal.

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A equipe de Vicente del Bosque, que terminou a primeira fase com seis pontos e melhor saldo de gols que a de Marcelo Bielsa (2 a 1), vai enfrentar os portugueses na próxima terça, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. Já o Brasil encara o Chile na segunda, no mesmo horário, em Joanesburgo (Ellis Park). 


A Fúria se recuperou bem do tropeço na estreia, contra a Suíça, e venceu duas partidas seguidas (fez 2 a 0 em Honduras) jogando bem. O time ainda viu David Villa fazer história no Loftus Versfeld: com um gol marcado, o novo atacante do Barcelona chegou a seis e tornou-se o maior artilheiro espanhol em Copas (também é o goleador do Mundial atual com três, ao lado de Higuaín e Vittek). O segundo gol espanhol foi de Iniesta, ambos no primeiro tempo. Na etapa final, Millar descontou para o Chile.

Pelo encadeamento da tabela, Brasil e Espanha agora só podem se encontrar na decisão. Nas quartas, o vencedor do confronto entre o time de Dunga e o de Bielsa vai pegar Holanda ou Eslováquia. Na semifinal, o rival virá da chave que tem Uruguai x Coreia do Sul e EUA x Gana.

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No outro lado da tabela, o vitorioso de Espanha x Portugal encara quem sair de Japão x Paraguai nas quartas. Na semifinal, o rival virá de Alemanha x Inglaterra ou Argentina x México.

21 de junho de 2010

CHILE VENCE E LIDERA

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Com ajuda de um mago e um gol sul-africano, o Chile derrotou a Suíça por 1 a 0, nesta segunda-feira, em jogo válido pela segunda rodada do Grupo H da Copa do Mundo. Tendo pela frente uma forte defesa, que bateu o recorde de seleção a ficar mais tempo sem ser vazada na história do torneio, os sul-americanos contaram com uma linda jogada de Valdivia e um tento de Mark González, que nasceu em Durban, para praticamente assegurar sua passagem às oitavas de final.

O resultado deixou os chilenos com seis pontos, na ponta da chave. Se a Espanha decepcionar mais uma vez e ficar no empate com Honduras logo mais, o time do técnico Marcelo El Loco'Bielsa garante a vaga antecipada. Os suíços, por sua vez, seguem vivos e dependem apenas dos próprios esforços para se classficarem. O resultado confirmou o bom momento das seleções sul-americanas, que seguem invictas em dez partidas disputadas na Copa do Mundo.

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Mago começa no banco. Frei estreia

Sem Valdivia, que começou no banco por causa de uma lesão muscular, o Chile entrou com o atacante Suazo como titular. O artilheiro das últimas eliminatórias sul-americanas, com dez gols, não participou da estreia da equipe de Bielsa por se recuperar de um problema parecido.

Pelo lado da Suíça, um atacante também fazia sua estreia na África do Sul: o veterano Frei, que quase ficou fora do Mundial por causa de um problema no tornozelo direito.

Com os dois matadores em campo, chilenos e suíços começaram a partida apostando numa marcação forte, iniciada pelos próprios homens de frente. Prova disso é que, com apenas um minuto, Suazo levou amarelo após cometer falta feia no zagueiro Grichting.

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Torcida do Chile tenta abafar vuvuzelas

Maioria absoluta no estádio Nelson Mandela Bay, a torcida do Chile não parava de cantar e conseguia, por meros instantes, abafar as barulhentas vuvuzelas. Sentindo esse calor das arquibancadas, a seleção sul-americana procurava agredir mais o time europeu.

Aos dez, os chilenos quase abriram o placar, mas Benaglio, em duas ótimas defesas, impediu que Vidal e Carmona, em chutes um logo após o outro de fora da área, fizessem a festa dos seus hinchas.

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Meia suíço acerta duas cotoveladas e é expulso

Aos 30, a Suíça, que até tinha conseguido equilibrar a partida, acabou sofrendo um duro golpe. No mesmo lance, Behrami acertou uma cotovelada em Beausejour e, depois, em Vidal. Apesar de a agressão não ter acertado em cheio os oponentes, o meia suíço teve a intenção. O árbitro Khalil Al Ghamdi, da Arábia Saudita, avisado pelo auxiliar, deu o merecido cartão vermelho.

Com um homem a mais, o Chile voltou a tomar conta do jogo, mas desperdiçou boas oportunidades de inaugurar o marcador ainda na etapa inicial. Uma com Suazo, de cabeça, e outra com Sánchez, após bela matada no peito.

Vendo que seu time não conseguia passar do meio de campo, o técnico alemão Ottmar Hitzfeld sacou Frei e colocou o apoiador Barnetta antes mesmo do intervalo. O atacante e capitão não gostou da substituição e saiu com cara de poucos amigos.

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Valdivia entra no segundo tempo, e Chile pressiona

Bielsa, por outro lado, tratou de dar mais qualidade técnica no setor de ataque. De uma vez só, na entrada do time para o segundo tempo, colocou Valdivia e Mark González nas vagas de Suazo, que não estava em um bom dia, e Vidal, atleta de meio de campo.

Aos três, o Chile até conseguiu balançar as redes adversárias com Sánchez. No entanto, o árbitro anulou o lance pois González, impedido, acabou participando da jogada e atrapalhando o goleiro Benaglio.

Disparado o atacante mais perigoso do Chile, Sánchez teve nova chance aos nove, mas foi parado por Benaglio, que saiu nos pés do rival de maneira arrojada.

Além da pressão sul-americana, a partida também era marcada pela quantidade excessiva de faltas. Aos 15 do segundo tempo, oito amarelos e um vermelho já haviam sido distribuídos. Pior para o Chile, que viu dois importantes jogadores, Carmona e Matías Fernández, ficarem fora do duelo contra a Espanha por conta do acúmulo de cartões.

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Suíça entra para história, mas sofre gol

Sem o menor pudor de apenas se defender, a Suíça conseguiu, aos 22 do segundo tempo, entrar para a história das Copas. O seleção da terra dos chocolates completou 551 minutos – mais de nove horas - sem sofrer gols em Mundiais e quebrou o recorde da Itália. A Azzurra, entre as edições de 1986 e 1990, não levou nenhum tento durante 550 minutos.

Mas, depois de muito insistir, o Chile acabou ruindo a muralha de chocolate. Valdivia deu lindo passe para Paredes que, se aproveitou da tentativa da defesa adversárias fazer linha de impedimento, foi na linha de fundo e cruzou para Mark González. O meia, que nasceu em Durban, na África do Sul, cabeceou com estilo e fez a festa: 1 a 0.

Desesperada, a Suíça partiu para o ataque e, pouco acostumada a marcar gols, desperdiçou sua melhor oportunidade aos 44 minutos do segundo tempo. Derdiyok, livre na marca do pênalti, chutou para fora, em bola que passou rente à trave direita do goleiro Bravo.

16 de junho de 2010

CHILE LEVA PRIMEIRO APÓS JOGO DO BRASIL E QUEBRA JEJUM DE 48 ANOS

Mostrando um futebol envolvente, o Chile bateu Honduras por 1 a 0, nesta quarta-feira, em Nelspruit, no jogo que abriu o Grupo H do Mundial. Na partida disputada no Mbombela Stadium, os chilenos poderiam tranquilamente ter arrancado um placar mais elástico, mas ainda assim triunfaram e, de quebra, viram um tabu incômodo ser encerrado.
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A última vitória do Chile em Mundiais havia sido na Copa de 1962, disputada no próprio país, em disputa de terceiro lugar contra a Iugoslávia. Se não contarmos o triunfo doméstico, os chilenos não venciam na competição desde um duelo contra os Estados Unidos, na Copa de 50, disputada no Brasil.

Os chilenos não tiveram ainda Humberto Suazo, centroavante que se recupera de lesão muscular, e optaram por utilizar o ex-palmeirense Valdívia desde o início. Humberto Suazo, destaque hondurenho, também não jogou por lesão.

O jogo Bastante ofensiva, usando os dois lados do campo e pressionando Honduras a todo instante. Essa foi a seleção chilena que domiou todo o primeiro tempo, em Nelspruit, e fez por merecer a vantagem que levou para o vestiário no intervalo. 

O Chile já havia ameaçado Honduras pelo menos três vezes até achar seu gol. Primeiro, em falta cobrada por Matías Fernández que assustou, depois em chute de longe de Vidal, que viu o goleiro Valladares se atrapalhar na defesa. E, por último, em troca de passes que terminou em bonita finalização de Valdívia, que desviou na zaga. O gol, então, saiu aos 34min.

Em uma triangulação de passes, Matías Fernández lançou Isla que, da linha de fundo, colocou Beausejour em condições de marcar da pequena área. No lance, o atacante chileno ainda dividiu com o zagueiro de Honduras e acabou marcando o gol com a barriga.

O segundo tempo teve a mesma tônica do primeiro, com o Chile roubando a bola com facilidade e atacando pelos lados do campo. Já aos 2min, Alexis Sánchez fez linda jogada individual e deixou Beausejour em ótimas condições, mas a zaga hondurenha cortou. Aos 16min, novamente Sánchez teve boa oportunidade, mas chutou para fora.

O Chile ainda exigiu de Valladares uma defesa que, para muitos, lembrou a do inglês Gordon Banks contra o Brasil na Copa de 1970. Em bola aérea, Vidal escorou para Ponce, que cabeceou praticamente na entrada da pequena área, mas mesmo assim foi barrado pelo goleiro hondurenho.

No ataque em busca do segundo gol, os chilenos ainda tiveram um gol corretamente anulado de Valdívia, que estava impedido na jogada.